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Imunizante Shingrix

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Vacina é eficaz na prevenção

Escrito por: Fernanda Ortiz

Disponível no Brasil desde junho de 2022, o imunizante Shingrix é uma vacina de vírus inativado constituída da glicoproteína E recombinante. O antígeno é importante do vírus varicela-zoster, em combinação com o adjuvante AS01 – sistema que ativa células imunes específicas para produzir substâncias que reforçam a resposta do organismo. Com eficácia superior a 90%, a vacina é indicada para pessoas imunocomprometidas a partir de 18 anos de idade; adultos com 50 anos ou mais e para pessoas que já tiveram a doença, pois em 15% a 20% dos casos o vírus pode ter uma segunda reativação. O esquema vacinal é realizado em duas doses com intervalo de dois meses, e pode ser usado independentemente do histórico de varicela ou vacinação anterior contra a doença.

“A disponibilidade de uma vacina inativada, diferentemente do imunizante anterior com vírus vivos atenuados, que foi descontinuado no Brasil em 2023, representa um novo e excepcional ins­trumento de prevenção contra a doença, principalmente para pessoas com imunocomprometimento”, ressalta a infectologista Rosana Richtmann. A vacina não costuma originar eventos adversos importantes e os mais comuns incluem dor, edema e vermelhidão local – geralmente transitórios e com intensidade leve a moderada. Episódios sistêmicos, a exemplo de cansaço, calafrios, febre e mialgia, são facilmente resolvidos com analgésicos comuns. Em casos raros podem ocorrer reações de hipersensibilidade como inchaço ou vermelhidão mais intensos, indicando um possível fator alérgico.

Atualmente, o imunizante Shingrix está disponível apenas na rede privada, com valores significativos. Entretanto, em setembro de 2025 o Ministério da Saúde abriu uma consulta pública organizada pela Coordenação de Incorporação de Tecnologias em Saúde (Conitec) para avaliar a proposta de integração da vacina no Sistema Único de Saúde (SUS). A medida é direcionada, inicialmente, a idosos com 80 anos ou mais e a indivíduos imunocomprometidos a partir dos 18 anos. “Com o objetivo de ouvir a sociedade, especialistas e instituições de saúde, a consulta pública foi um passo importante para a incorporação da vacina. No entanto, a decisão final sobre a inclusão no calendário do SUS ainda depende de análises comerciais e pareceres técnicos”, acentua a infectologista Rosana Richtmann. •

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