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Benefícios comprovados cientificamente

Escrito por: Elessandra Asevedo

Uma boa saúde mental inclui a presença de fatores psicológicos positivos como felicidade, otimismo, vitalidade emocional, senso de propósito, satisfação com a vida e atenção plena, que estão associados à diminuição do risco e melhores desfechos de doenças. Dentro deste contexto, estudos demonstram que a gratidão não apenas promove a saúde mental e a adesão a comportamentos saudáveis, mas também melhora os aspectos de algumas enfermidades. Por exemplo, melhora a qualidade de vida de pacientes com doenças crônicas como insuficiência cardíaca, artrite, doença pulmonar obstrutiva crônica, diabetes e câncer de mama.

A revisão científica ‘The impact of gratitude interventions on patients with cardiovascular disease: a systematic review’, desenvolvida na China, mostrou que a gratidão pode ter um impacto positivo em biomarcadores de risco de doenças cardiovasculares, especialmente insuficiência cardíaca assintomática, função cardiovascular e atividade do sistema nervoso autônomo. Isso porque a terapia da gratidão promove alterações na inflamação e nas funções do sistema nervoso autônomo, do sistema de ativação de metionina e adrenalina, do sistema renina-angiotensina-aldosterona e do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal.

Paralelamente, a revisão científica ‘Can gratitude ease the burden of fibromyalgia? A systematic review’, realizada em Portugal, investigou o impacto da gratidão na fibromialgia. O estudo mostra que níveis mais elevados de gratidão estão associados à redução da gravidade dos sintomas, melhora da qualidade de vida, bem-estar e melhora dos desfechos relacionados à dor em pacientes com a doença. Isso porque o sentimento está relacionado à redução do estresse, ansiedade e depressão, melhores padrões de sono e menor comprometimento funcional nos pacientes. Consequentemente, melhora qualidade de vida e bem-estar geral e propicia maior capacidade funcional.

Já o trabalho ‘Neural correlates of gratitude’, realizado no Departamento de Psicologia do Brain and Creativity Institute da University of Southern California, nos Estados Unidos, elucidou os correlatos neurobiológicos da gratidão realizando um experimento no qual induziu o sentimento em participantes enquanto eram submetidos a exames de ressonância magnética funcional. Os resultados revelaram que as avaliações de gratidão se correlacionaram com a atividade cerebral no córtex cingulado anterior e no córtex pré-frontal medial. Os estímulos utilizados para suscitar a gratidão foram extraídos de histórias de sobreviventes do Holocausto. Muitos desses sobreviventes relatam ter sido acolhidos por estranhos ou recebido alimentos e roupas que salvaram suas vidas, por isso, nutrem fortes sentimentos de gratidão por tais doações. •

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