Além disso, os achados preliminares do estudo piloto sobre monitoramento em ambientes livres mostraram boa concordância entre as medições dos dispositivos eletrônicos vestíveis, as avaliações clínicas e os autorrelatos dos pacientes, destacando o potencial dos relógios inteligentes para o monitoramento contínuo e remoto da progressão do tremor. “Demonstramos a viabilidade do uso de um smartwatch comercial para monitorar pacientes com tremor em situações da vida real, pois oferece uma solução prática, de baixo custo e confiável para monitorar tremores patológicos e fisiológicos”, reforça o pesquisador.
Ao avaliar o smartwatch comercial para monitorar pacientes, o relógio inteligente se mostrou sensível à deterioração clínica, fornecendo uma possível alternativa para acompanhamento contínuo do progresso do paciente ao longo do tempo. De acordo com o físico Caetano Ternes, a solução parcial para avaliar os tremores seria usar um diário de sintomas para ajudar no tratamento.
No entanto, essa abordagem carece de informações, pode ser imprecisa e é suscetível ao preenchimento errado. “Já foi demonstrado que um diário domiciliar reflete inadequadamente os estados motores do paciente em comparação com a observação clínica direta”, acentua. •
