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Dermatite atópica

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Nutrição adequada pode melhorar a qualidade de vida dos pacientes

Escrito por: Fernanda Ortiz

Parte integrante dos cuidados terapêuticos, uma nutrição adequada pode melhorar muito a qualidade de vida dos pacientes com diagnóstico de dermatite atópica, especialmente as crianças. Além de favorecer a hidratação, o consumo de determinados alimentos com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias – a exemplo de frutas, legumes, verduras e grãos – auxilia na redução da inflamação, na reparação da barreira cutânea e no fortalecimento do sistema imunológico, atuando na recuperação da pele. Em contrapartida, os alimentos ultraprocessados, ricos em açúcares refinados, gorduras e sal devem ser evitados. Como cada caso é único, o acompanhamento nutricional é fundamental para a elaboração de uma dieta personalizada que auxilie no controle sintomatológico da doença.

De acordo com a nutricionista Natalia Coelho, especialista ambulatorial no Instituto da Criança e do Adolescente (ICr) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP), apesar de não existir uma dieta exclusiva para a dermatite atópica a recomendação é adotar escolhas que priorizem uma alimentação mais natural e equilibrada.

Alimentos com potencial anti-inflamatório como, por exemplo, frutas, verduras e legumes, preferencialmente orgânicos; cereais integrais; oleaginosas como castanhas e nozes; sementes como chia e linhaça; azeite de oliva extravirgem e alimentos ricos em ômega-3 (salmão e sardinha) devem compor a dieta desses pacientes, pois ajudam a reduzir a inflamação e fortalecer a barreira cutânea. “Isso vale também para os minerais essenciais, a exemplo do zinco. Encontrado em carnes, peixes, ovos, laticínios, grãos integrais e feijões, o zinco contém propriedades cicatrizantes, antibacterianas e anti-inflamatórias e auxilia na recuperação da pele, fatores importantes para o controle da doença”, observa.

Além disso, os alimentos ricos em antioxidantes são especialmente importantes, pois ajudam a recuperar a barreira cutânea e melhorar a hidratação da pele. Entre as opções estão as fontes de vitaminas que estimulam a produção de colágeno (como a vitamina C) e que atuam contra danos dos radicais livres (como a vitamina E). De acordo com a nutricionista, é importante o consumo regular de alimentos fontes de vitamina C como kiwi, acerola, laranja, morango, brócolis, couve, espinafre e tomate. Já as fontes de vitamina E incluem as oleaginosas como castanhas e amendoim, sementes, ovos e vegetais de folhas verdes.

“Associada à renovação celular, a vitamina A é encontrada em alimentos como batata-doce, cenoura e folhas verde-­escuras. Já a B6 contribui para a resposta imunológica e está presente em farelo de trigo, fígado e frutas como banana e abacate”, complementa. A recomendação é que quanto mais colorida, variada e equilibrada for a alimentação, maiores serão os benefícios para a saúde e a qualidade de vida dos pacientes. A especialista acrescenta que a ingestão regular de água (seja pura ou saborizada com frutas), em quantidade suficiente de acordo com o peso da pessoa, também ajuda a hidratar a pele por dentro.

Cuidados

Ainda que em um percentual de casos exista uma associação entre a dermatite atópica e a alergia alimentar, nenhum alimento deve ser retirado da dieta sem diagnóstico realizado por um médico ou especialista em Nutrição. “A dieta de restrição sem necessidade e sem a orientação adequada pode levar a deficiências nutricionais importantes que impactam a resposta imunológica, o crescimento e o desenvolvimento das crianças”, alerta a nutricionista Natalia Coelho.

Além disso, pelo fato de a doença estar associada a desequilíbrios na microbiota intestinal e cutânea (eixo intestino-pele), determinados probióticos podem ser incluídos na alimentação para restaurar o equilíbrio desse ecossistema, fortalecer o sistema imunológico e reduzir a inflamação – tanto na prevenção quanto no tratamento da doença (leia mais na página 10). Neste sentido, o acompanhamento nutricional integrado ao tratamento clínico é fundamental para a criação de um plano alimentar individualizado que garanta a ingestão de nutrientes essenciais – naturais ou suplementares –, mesmo em casos de restrições.

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