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Colposcopia ajuda a investigar alterações no colo do útero

Escrito por: Elessandra Asevedo

Impulsionada por novas tecnologias, a evolução dos exames ginecológicos tem proporcionado diagnósticos mais precisos, procedimentos menos invasivos e maior segurança para a prevenção e o cuidado com a saúde da mulher. Entre os métodos de diagnóstico está a colposcopia, um exame ginecológico que permite a avaliação detalhada do colo do útero, da vagina e da vulva. O exame é realizado com um aparelho com lentes de aumento e iluminação, chamado colposcópio.

O procedimento é parte importante da investigação de alterações identificadas em exames de rastreamento, especialmente quando há suspeita de lesões associadas ao HPV ou outras mudanças que exigem análise mais cuidadosa. No Brasil, o rastreamento do câncer do colo do útero é feito principalmente com o exame citopatológico e, mais recentemente, também com o teste de DNA-HPV em contextos específicos.

A colposcopia entra como etapa diagnóstica complementar quando há indicação clínica. De acordo com a médica ginecologista Aline Marques, a colposcopia não deve ser vista como um exame de rotina para todas as pacientes, mas como uma ferramenta de investigação quando o acompanhamento preventivo mostra algum sinal de alerta.

“A colposcopia permite ao ginecologista observar com mais precisão o colo do útero e identificar áreas suspeitas que, muitas vezes, não são visíveis a olho nu”, explica a coordenadora do CDI Santa Joana. De forma geral, o exame costuma ser solicitado quando há resultado alterado no Papanicolau, teste positivo para HPV de alto risco em situações específicas, sangramento anormal, lesões visíveis no exame ginecológico ou necessidade de investigação complementar após histórico clínico que justifique atenção maior.

Etapas do procedimento

Durante o exame, o médico aplica soluções específicas sobre o colo do útero para destacar eventuais áreas alteradas. A partir dessa visualização ampliada é possível definir se há necessidade de acompanhamento, repetição de exames ou realização de biópsia para confirmação diagnóstica.

As diretrizes brasileiras apontam que a colposcopia é indicada em diferentes cenários de alteração citológica ou persistência de achados relacionados ao HPV. Já a biópsia é utilizada quando há lesão suspeita que demande avaliação histopatológica.

Recomendação

A conduta médica, porém, depende de um conjunto de informações como idade da paciente, tipo de alteração encontrada, presença ou não de sintomas, resultado de exames anteriores e fatores de risco associados. Portanto, nem toda alteração significa algo grave. A médica acentua que a função da colposcopia é justamente ajudar a diferenciar situações benignas daquelas que precisam de monitoramento mais próximo ou tratamento. “Por isso, a interpretação do exame deve sempre ser feita de forma individualizada, dentro de uma avaliação médica completa”, reforça.

Quando a colposcopia não identifica alterações significativas, a paciente pode voltar ao seguimento indicado pelo ginecologista, com nova citologia, teste de HPV ou controle periódico. Já nos casos em que o exame mostra áreas suspeitas, a conduta pode incluir biópsia, acompanhamento em intervalo menor ou tratamento de lesões precursoras, conforme o diagnóstico confirmado. Em lesões de maior risco, as diretrizes recomendam encaminhamento e investigação sem adiar a avaliação colposcópica.

A especialista reforça, ainda, que a principal estratégia de proteção continua sendo o acompanhamento ginecológico regular. “O exame preventivo é a porta de entrada do cuidado. A colposcopia é um recurso complementar, quando necessário, para aprofundar a investigação e definir a melhor conduta para cada mulher com segurança e precisão”, conclui.

 

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