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Sepse abdominal

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Bactérias mais envolvidas

Escrito por: Adenilde Bringel

As bactérias envolvidas nos quadros de sepse variam de acordo com o foco da infecção e o ambiente – comunitário ou hospitalar – e, de forma geral, incluem tanto Gram-negativas quanto Gram-positivas. A pesquisadora Ana Carolina Oliveira explica que, entre as Gram-negativas, destacam-se a Escherichia coli, especialmente em sepse abdominal e urinária, a Klebsiella pneumoniae e a Pseudomonas aeruginosa, que são frequentes em ambiente hospitalar. Entre as Gram-positivas, são comuns Staphylococcus aureus e Streptococcus pneumoniae, especialmente em sepse de origem respiratória ou associada a dispositivos invasivos como cateteres, drenos e tubos ventilatórios. “Não podemos deixar de mencionar o potencial de vírus e fungos também causarem sepse, sendo este último mais comum em pacientes críticos ou imunossuprimidos”, adverte.

Uma bactéria envolvida com a sepse abdominal é o Bacteroides fragilis. No entanto, a cientista assegura que, na maior parte do tempo, essa bactéria tem efeitos benéficos para o corpo humano. “O B. fragilis é uma bactéria simbionte que contribui para a homeostase intestinal e para o fenômeno que conhecemos como tolerância oral, ou seja, a capacidade de o organismo tolerar tudo o que comemos e que chega ao trato gastrointestinal, inclusive as bactérias da microbiota”, enfatiza. No entanto, em algumas situações em que a barreira intestinal é rompida, o B. fragilis pode alcançar sítios antes estéreis do corpo, como a cavidade peritoneal, e causar doenças como a peritonite. De maneira geral, o Bacteroides fragilis é uma espécie comumente associada à sepse abdominal.

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