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Cicatrização de feridas

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Probióticos podem ajudar na cicatrização de feridas

Escrito por: Adenilde Bringel

Probióticos são microrganismos vivos que, quando administrados em quantidade adequada, promovem benefícios à saúde do hospedeiro. A ação benéfica desses microrganismos pode ocorrer na pele, no trato intestinal, sistema respiratório, reprodutor e neurológico, assim como na cavidade oral e em outros órgãos e sistemas. Há alguns anos, também tem sido investigado o conceito de que os probióticos promovem a cicatrização de feridas.

Para avaliar de que maneira os probióticos poderiam auxiliar nesse processo de cicatrização, pesquisadores da Universidade de Bucareste, na Romênia, desenvolveram uma extensa revisão científica. O estudo envolveu a eficácia dos probióticos orais e tópicos no manejo de feridas. Além disso, os cientistas analisaram o potencial de curativos que incorporam prebióticos e probióticos na estimulação do processo de cicatrização.

O artigo teve como objetivo revisar estudos publicados com foco na atividade antipatogênica dos probióticos contra microrganismos implicados em infecções e em sua aplicação na cicatrização de feridas. “Avaliamos especialmente os benefícios de suplementos probióticos ingeridos por via oral e fórmulas tópicas”, sinalizam os autores.

Processo multifacetado

De acordo com os pesquisadores, a cicatrização de feridas envolve mecanismos intrincados, com destaque para a natureza multifacetada desse processo. Dessa forma, o reparo de feridas é classicamente simplificado em quatro fases principais: hemostasia, inflamação, proliferação e remodelação dérmica. “Essas fases resultam na restauração arquitetônica e fisiológica da pele após o dano, garantindo que possa atuar como uma barreira de defesa primária”, sinalizam os autores

Achados

Alguns pesquisadores já elucidaram alguns mecanismos antipatogênicos de probióticos que são úteis para melhorar o processo de cicatrização. Esses mecanismos incluem inibição do apego de patógenos, competição por locais de adesão, nutrientes e outros recursos vitais. Ademais, incluem produção de moléculas antipatogênicas, atividade antagônica, estimulação da função de barreira epitelial e modulação da resposta imune.

“Muitos ensaios clínicos, assim como experimentos in vitro e in vivo realizados em vários modelos animais demonstraram a capacidade das formulações probióticas de melhorar o reparo tecidual e modular o sistema imunológico”, relatam os autores. Portanto, a terapia probiótica tem um papel promissor na promoção da cicatrização de condições dermatológicas, incluindo feridas crônicas e cirúrgicas, úlceras do pé diabético, úlceras venosas ou arteriais, feridas orais, dermatite atópica, úlceras de pressão, acne vulgar, hidradenite supurativa e outras. O artigo ‘Probiotics in wound healing’ foi publicado em 2024 no International Journal of Molecular Sciences – doi: 10.3390/ijms25115723.

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