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Erros inatos da imunidade

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Tratamento individualizado é fundamental

Escrito por: Fernanda Ortiz

O tratamento dos EII geralmente envolve uma abordagem multidisciplinar, incluindo medicamentos para controlar infecções e terapias específicas, tanto para corrigir quanto para compensar as deficiências do sistema imunológico. A maioria dos pacientes que recebem tratamento precoce consegue levar uma vida saudável e ativa. De acordo com a imunologista Anete Sevciovic Grumach, as opções terapêuticas são indicadas de acordo com o tipo de EII, doença associada e necessidades individuais do paciente. “Os quadros infecciosos de repetição são os mais comuns nessa gama de doenças. Nestes casos, o tratamento pode ser complexo, exigindo o uso prolongado de antibióticos, frequentemente de amplo espectro, para prevenir ou reduzir a frequência e a gravidade das infecções”, esclarece. Devido à maior suscetibilidade a agentes incomuns, um esforço maior deve ser feito para a identificação exata dos patógenos, ampliando a resposta positiva a essa terapêutica específica.

Além disso, a depender da manifestação podem ser prescritos fármacos para estimular a produção de glóbulos brancos; reposição de imunoglobulina por via intravenosa ou subcutânea e imunobiológicos específicos. “Com potencial curativo, o transplante de medula óssea ou de células-tronco é recomendado para alguns tipos de erros inatos da imunidade, especialmente aqueles que causam imunodeficiências graves e falhas na produção de células do sangue”, detalha a ­imunologista. Entre os exemplos estão as deficiências graves de anticorpos, as imunodeficiências combinadas graves e algumas doenças hematológicas, como a anemia aplástica grave e as síndromes mielodisplásicas.

Cuidados com vacinas – A vacinação de pacientes com EII, especialmente aqueles com alto grau de imunossupressão, pode ser desafiadora devido às suas especificidades em relação à segurança. De acordo com o médico imunologista Persio Roxo-Junior, de modo geral está liberado o uso de vacinas inativadas ou contendo subunidades que, por não apresentarem replicação viral, possuem um perfil de segurança mais favorável. Por outro lado, as vacinas atenuadas (vírus vivos enfraquecidos), entre as quais tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), rotavírus, dengue, febre amarela, varicela (catapora), poliomielite oral e BCG (tuberculose), conferem um maior risco de eventos adversos graves. “Portanto, essas vacinas são contraindicadas, pois a imunidade celular representa um dos principais mecanismos da resposta imune ao estímulo vacinal”, adverte. Na dúvida, a recomendação é sempre buscar orientação do médico especialista sobre riscos, contraindicações e possíveis substituições.

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