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Segurança para a gestante e o bebê

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É preciso esclarecer sobre anestesia no parto

Escrito por: Fernanda Ortiz

A dor durante o trabalho de parto, o medo de ‘não sentir nada’, o receio de efeitos no bebê e as dúvidas sobre a relação entre analgesia e cesárea estão entre as principais preocupações das gestantes. Em um cenário em que a experiência do parto ganha cada vez mais protagonismo, a informação baseada em evidências é essencial para garantir mais segurança para a gestante e o bebê.

De acordo com a anestesiologista Monica Siaulys, diretora médica do Grupo Santa Joana, a analgesia e a anestesia não são vilãs. “Ambas são recursos médicos seguros e eficazes, que oferecem conforto e proteção quando indicados corretamente e conduzidos por equipe especializada”, garante. O mais importante é que a gestante tenha acesso a informações claras para participar das decisões.

Para a especialista e coordenadora da Pós-Graduação em Anestesia Obstétrica da Faculdade Santa Joana, o mais importante é garantir que a gestante tenha acesso a informações claras e suporte adequado durante todo o processo. “Quando bem indicada, a analgesia contribui para uma experiência de parto confortável, garantindo o bem-estar e segurança para a gestante e o bebê”, conclui.

Principais dúvidas

Analgesia no parto é o mesmo que anestesia – MITO – Apesar de os termos serem usados como sinônimos, têm objetivos diferentes. A analgesia busca aliviar a dor, mantendo a gestante consciente e participativa, com preservação parcial da sensibilidade e, em muitos casos, da mobilidade. Já a anestesia promove um bloqueio mais intenso das sensações, podendo incluir perda de sensibilidade e redução motor, como ocorre na raquianestesia utilizada em cesáreas.

Analgesia aumenta a chance de cesárea – MITO – Estudos mostram que técnicas de analgesia regional não aumentam a taxa de cesáreas. Em alguns casos, o alívio da dor e da ansiedade pode até favorecer a evolução do trabalho de parto.

A analgesia só pode ser feita em um momento específico do parto – DEPENDE – Não existe um ponto de corte fixo. A indicação depende da avaliação clínica, da fase do trabalho de parto, das condições maternas e fetais e da vontade da gestante. Em muitos casos, a técnica pode ser realizada mesmo em fases mais avançadas.

Anestesia prejudica o bebê – MITO – As técnicas atuais são consideradas seguras. A passagem de medicamentos pela placenta é mínima. Além disso, não há evidências de impacto negativo nos índices de vitalidade neonatal, como o Apgar (avaliação rápida feita no recém-nascido logo após o nascimento, geralmente no 1º e no 5º minuto de vida).

A analgesia ‘apaga’ completamente as sensações – MITO – O objetivo não é eliminar todas as sensações, mas reduzir a dor. Técnicas modernas permitem que a mulher continue consciente, sentindo as contrações e participando do parto.

Raquianestesia e peridural são a mesma coisa – MITO – São técnicas diferentes. A raquianestesia é de ação rápida e geralmente usada em cesáreas. Já a peridural permite ajuste contínuo da analgesia e é mais utilizada no trabalho de parto.

Anestesia causa dor nas costas permanente – MITO – Não há relação direta entre anestesia e dor lombar crônica. Desconfortos podem ocorrer temporariamente, mas estão mais associados às mudanças físicas da gestação e ao esforço do parto.

A anestesia causa queda de pressão em todas as mulheres – MITO – A hipotensão pode ocorrer, mas é um efeito esperado e monitorado pela equipe médica, sendo rapidamente controlado quando necessário.

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