Os achados do estudo evidenciaram que crianças respiradoras orais apresentaram aumento da resistência nasal, maior desregulação emocional, problemas de conduta, hiperatividade, desatenção e impulsividade. Além disso, foi observado menor índice de habilidade social e desempenho em processamento cognitivo, demonstrando dificuldade em atividades que demandam atenção, memória e função executiva – quando comparado ao grupo controle. Para a médica, o sono agitado e de pior qualidade seria o principal fator causador dessas alterações.
“Ao obstruir as vias aéreas superiores, principalmente durante o descanso, as condições levam à fragmentação do sono com despertares noturnos, assim como à redução da saturação de oxigênio no sangue para os pulmões”, descreve. Isso impede que a criança atinja fases profundas e restauradoras do sono. Consequentemente, se reflete em sonolência diurna, irritabilidade, cansaço constante e dificuldade de desempenho. O artigo ‘Impacto da rinite alérgica e hipertrofia adenotonsilar no comportamento e em aspectos cognitivos da criança avaliado por métodos objetivos específicos’ está disponível para leitura no repositório da UFMG e, em breve, deve ser publicado em periódico especializado. •

