A tuberculose é uma doença transmissível que geralmente afeta os pulmões, mas possui métodos eficazes de prevenção, diagnóstico e tratamento. Desta forma, é curável na maior parte dos casos. No entanto, em 2022 a doença foi a segunda principal causa de morte por um único agente infeccioso no Brasil, superada apenas pela doença do coronavírus. Os dados retirados do Boletim Epidemiológico de 2024 do Ministério da Saúde projetam a doença como um dos maiores desafios da saúde pública mundial.
Causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, também conhecida como bacilo de Koch, a tuberculose evolui de forma lenta e, assim, os infectados são transmissores em potencial. Os sintomas podem ser confundidos com outras doenças, dificultando o diagnóstico e facilitando a rápida transmissão. “Além da tosse, podem ocorrer perda de peso rápida, sudorese noturna, febres baixas vespertinas, falta de ar e tosse com sangue”, explica a microbiologista Fabíola Castro, do Centro Universitário de Brasília (CEUB).
A doença afeta os pulmões, principalmente, mas pode acometer outras partes do corpo como gânglios, rins, ossos, intestinos e meninges. O conhecimento sobre os sintomas, as formas de transmissão e as alternativas de tratamento ajuda a minimizar os riscos relacionados à doença. O diagnóstico precoce pode melhorar a qualidade de vida do paciente.
Ajuda precoce
O diagnóstico da tuberculose envolve uma combinação de avaliação clínica, exames laboratoriais e exames de imagem. O tratamento, oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), é feito com antibióticos específicos e deve ser seguido rigorosamente por um período prolongado para garantir a cura e evitar resistência bacteriana. O surgimento dos bacilos resistentes exige o tratamento com drogas antimicrobianas.
“A dificuldade de resposta e os diversos efeitos colaterais aumentam o tempo de tratamento e reduzem as chances de cura”, explica a especialista. A eficácia do tratamento depende da rapidez do diagnóstico, indicando atendimento médico imediato caso haja suspeita. Embora exista a possibilidade de uma recuperação plena, sem sequelas, também existe o risco de a doença ocasionar sequelas nos casos mais avançados, quando o infectado apresenta graves lesões no pulmão e nos órgãos afetados.
De acordo com a microbiologista, a má adesão ao tratamento predispõe ao desenvolvimento de bactérias resistentes aos medicamentos. Dessa forma, a pessoa corre o risco de não se curar, desenvolver bactérias resistentes e até morrer em decorrência da doença. “É importante o acompanhamento mensal da pessoa com tuberculose por uma equipe multiprofissional até o final do tratamento”, acentua.
Leia mais em https://revistasupersaudavel.com.br/wp-content/uploads/2023/10/revista-super-saudavel-edicao-99.pdf

