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Infecção dos ossos

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Osteomielite é caracterizada pela infecção dos ossos

Escrito por: Fernanda Ortiz

A osteomielite é caracterizada por uma infecção dos ossos ou inchaço do tecido ósseo. A condição é causada por bactérias, micobactérias ou fungos que se disseminam no corpo através da corrente sanguínea, ou mesmo de tecidos ou de uma ferida aberta contaminada. A doença acomete indivíduos de qualquer faixa etária. Sem o diagnóstico e tratamento multidisciplinar adequados, a condição pode comprometer a mobilidade e a qualidade de vida.

O principal agente dessa infecção nos ossos é o Staphylococcus aureus. A infecção ocorre quando esses microrganismos penetram no organismo através de lesões na pele, mucosas ou pela ingestão de alimentos contaminados. “Isso pode levar a quadros clínicos graves se não tratados corretamente”, alerta a fisioterapeuta Kelly Boscato, professora de Fisioterapia do Centro Universitário de Brasília (CEUB).

Determinados grupos são mais propensos a desenvolver a condição. Entre eles estão pessoas com o sistema imunológico enfraquecido, com diabetes ou anemia falciforme. Além disso, indivíduos que sofreram lesões traumáticas ou que possuem próteses articulares podem ser atingidos pela condição. Crianças também podem ser acometidas, especialmente quando apresentam infecções não tratadas.

Atenção aos sintomas

Os sintomas relacionados à osteomielite se diferem de acordo com sua evolução. Na forma aguda, quando a infecção é disseminada pelo sangue (sepse), os pacientes podem apresentar febre, dores e manchas vermelhas na área sobre o osso. Já nos casos de osteomielite vertebral (quando as vértebras são infectadas), são comuns dor persistente nas costas e sensibilidade ao toque. A professora do CEUB alerta que, na presença desses sintomas, a recomendação é buscar ajuda médica imediata.

 

O diagnóstico da osteomielite é feito pela análise médica, que verifica se há sensibilidade, inchaço ou calor. Exames de sangue podem ser solicitados para avaliar os níveis dos glóbulos brancos, entre outros fatores que podem indicar que o corpo está lutando contra uma infecção. Testes de imagem, como raios-X, ressonância magnética e tomografia computadorizada, podem revelar danos no osso. Por fim, também é possível realizar uma biópsia óssea para revelar qual tipo de microrganismo causou a infecção, ajudando na definição da conduta terapêutica.

Tratamento ampliado

O tratamento da osteomielite inclui o uso prolongado de antibióticos por via intravenosa ou oral, prescritos conforme a gravidade do caso. Como auxiliar, a oxigenoterapia hiperbárica pode otimizar a cicatrização e o combate à infecção. A fisioterapia também é fundamental na reabilitação do paciente, ajudando a preservar a mobilidade e evitar complicações. “A fisioterapia auxilia na recuperação da função do membro afetado, evitando sequelas que possam comprometer a qualidade de vida do paciente”, afirma a docente do CEUB.

O momento ideal para iniciar a fisioterapia depende da gravidade e da abordagem multidisciplinar adotada pelo protocolo médico. Nos casos não cirúrgicos, quando a pele não apresenta abscessos, a intervenção precoce contribui para a manutenção da mobilidade e da funcionalidade do paciente. Já para os pacientes submetidos a cirurgias, o fisioterapeuta atua com foco na redução da dor, prevenção de contraturas, ganho de mobilidade e reabilitação funcional. “Cada paciente tem um tempo de resposta, por isso o tratamento deve ser personalizado “, explica a especialista.

Nos casos de osteomielite crônica ou recorrente, a abordagem fisioterapêutica se adapta para melhorar a funcionalidade do paciente e reduzir a dor persistente. Para isso, utiliza técnicas e equipamentos que ajudam a controlar a inflamação, promover a mobilidade articular, fortalecer a musculatura e evitar deformidades. A especialista acrescenta que, no tratamento e combate à doença, a fisioterapia é fundamental por ajudar a evitar limitações e garantir que o paciente mantenha sua independência funcional.

Previna-se!

Para evitar esse tipo de infecção é preciso cuidado redobrado. Desde a higiene de feridas até o controle de doenças crônicas – a exemplo de diabetes –, passando pela vacinação em dia e pelo tratamento precoce de infecções que possam gerar ferimentos. Apesar dessas precauções, a docente do CEUB adverte que a recorrência da doença pode acontecer, principalmente, em casos crônicos ou quando o tratamento inicial não é totalmente eficaz.

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