A prevenção do escorbuto baseia-se em uma alimentação adequada, com consumo regular de frutas e vegetais ricos em vitamina C. Atualmente, o diagnóstico é realizado predominantemente por meio da avaliação clínica detalhada, considerando-se principalmente a história alimentar do paciente, os hábitos nutricionais e o contexto social, econômico e clínico em que está inserido, além da presença de sinais e sintomas físicos característicos da deficiência de vitamina C. A anamnese cuidadosa e o exame físico minucioso são fundamentais para levantar a suspeita diagnóstica, especialmente em indivíduos pertencentes a grupos de risco ou com dietas restritivas e inadequadas.
“A avaliação sistemática, especialmente em populações de risco, e a suplementação adequada de micronutrientes em dietas restritivas, hospitalização prolongada ou suporte nutricional artificial são estratégias essenciais para evitar deficiências carenciais ainda relevantes na prática clínica”, afirma a médica nutróloga Isolda Prado. A dosagem plasmática de vitamina C pode ser utilizada como método complementar para confirmação da deficiência, contribuindo para maior segurança diagnóstica. Entretanto, o exame nem sempre está disponível em todos os serviços de saúde, o que reforça a importância da avaliação clínica criteriosa e da experiência médica na identificação precoce do quadro.
Outro aspecto relevante é a observação da resposta terapêutica à suplementação de vitamina C. A melhora rápida dos sintomas após o início do tratamento é considerada um critério diagnóstico adicional, auxiliando na confirmação do escorbuto. O tratamento é simples, seguro, de baixo custo e altamente eficaz, baseando-se na reposição adequada de vitamina C. Além disso, é fundamental promover a reeducação alimentar e a correção dos hábitos nutricionais, incentivando a ingestão regular de alimentos ricos em vitamina C. •

