Versátil e acessível, andar de bicicleta permite percorrer longas distâncias e, de bônus, oferece um pacote completo de benefícios para a saúde. Por isso, pedalar é um investimento direto no bem-estar. Ao girar os pedais, o coração bombeia mais sangue para os músculos tornando-se, com o tempo, mais eficiente. O treino reduz a frequência cardíaca de repouso, melhora a capacidade física e estimula a liberação de endorfinas – substâncias responsáveis pela sensação de prazer e relaxamento.
Quando praticado ao ar livre, andar de bicicleta ainda agrega vantagens extras como o contato com a natureza e a exposição à luz solar. De acordo com o médico cardiologista Hugo Pazianotto, há cinco grandes benefícios de andar de bicicleta. O primeiro é a melhora da saúde cardiovascular, pois favorece o controle da pressão arterial, reduz o colesterol ruim (LDL), aumenta o bom (HDL) e diminui o risco de infartos e acidente vascular cerebral.
Há, ainda, o ganho de capacidade física, pois andar de bicicleta aumenta a resistência e a força, especialmente nas pernas e nos glúteos. “Assim, ajuda no controle do peso, pois é possível queimar de 400 a 1000 calorias por hora, ajudando no emagrecimento e na melhora da composição corporal”, pontua o coordenador da Cardiologia do Vera Cruz Hospital, em Campinas (SP).
O ciclismo oferece fortalecimento muscular com baixo impacto, protegendo as articulações, sendo ideal para quem tem sobrepeso ou dores nos joelhos, tornozelos e quadris. Ademais, ajuda na prevenção de doenças crônicas reduzindo o risco de hipertensão, diabetes tipo 2, alguns tipos de câncer, como cólon e mama, e até síndromes demenciais.
O importante é se movimentar
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a recomendação para adultos é de 150 minutos de atividade física moderada por semana. “O mais importante é a constância. É melhor pedalar três vezes por semana, de forma regular, do que todos os dias por um curto período e depois parar”, ressalta o especialista.
O médico também destaca que o ciclismo se diferencia de modalidades como a corrida e a caminhada por ser mais gentil com as articulações e permitir manter intensidades mais altas por mais tempo. O core – abdômen e lombar – também é ativado para estabilizar o corpo. Mas, por não trabalhar todos os grandes grupos musculares, o ideal é associar a musculação e o alongamento para um treino mais completo.
Com cuidados é melhor
Para iniciantes ou pessoas sedentárias é recomendável consultar um cardiologista para realizar uma avaliação médica e, se necessário, um teste de esforço. O início deve ser gradual, começando com 20 a 30 minutos em terreno plano e aumentando a intensidade aos poucos. É importante ajustar a bicicleta, pois selim e guidão regulados corretamente evitam dores e melhoram o desempenho.
“Ao andar de bicicleta, lembre-se de utilizar equipamentos de segurança. Capacete é indispensável, assim como luvas, roupas claras e luzes de sinalização”, detalha o médico. Pessoas com problemas cardíacos também podem se beneficiar do ciclismo, que, inclusive, é comum no programa de reabilitação cardíaca. Mas é necessária a liberação médica e acompanhamento constante. Para esses pacientes, o uso de um monitor cardíaco é essencial para garantir que o treino esteja dentro da zona segura.
Saiba mais sobre sedentarismo na entrevista com o doutor Victor Matsudo

