O manejo terapêutico abrange desde cuidados básicos com a pele com uso de hidratantes até terapias avançadas. O dermatologista Roberto Takaoka esclarece que medicamentos tópicos, como corticosteroides e inibidores de calcineurina, são frequentemente usados para controlar a inflamação nos casos leves a moderados. O uso de anti-histamínicos por via oral pode ser indicado no período noturno, contribuindo para um sono mais tranquilo. “Em casos moderados, graves e refratários, além de medicamento tópico está indicado o tratamento sistêmico que pode incluir imunossupressores orais, agentes imunobiológicos e inibidores da JAK”, cita.
Na ocorrência de complicações, como infecções secundárias, pode ser necessário o uso de antibióticos ou antivirais. Para casos moderados ou graves que não respondem adequadamente a tratamentos tópicos, a fototerapia é considerada uma opção eficaz e segura. Por utilizar luz ultravioleta (UV), a fototerapia pode ajudar a reduzir a inflamação, melhorando as lesões cutâneas e aliviando o prurido. Independentemente da gravidade, a hidratação da pele é a base do tratamento para melhorar a barreira cutânea natural. “Emolientes sem substâncias sensibilizantes devem ser utilizados pelo menos duas vezes ao dia, e imediatamente após o banho ou a lavagem das mãos. A quantidade aplicada segue a faixa etária e superfície corporal, mas deve ser generosa”, destaca a pediatra Vania Oliveira de Carvalho.
Paralelamente, as medidas ambientais dentro de casa são excepcionalmente importantes para o gerenciamento dos gatilhos. Entre as orientações estão banhos rápidos com água morna, sabonete hidratante indicado por dermatologista, secagem adequada da pele, manutenção de unhas curtas para evitar lesões ao coçar, banho após atividades físicas para remover o suor, evitar mudanças bruscas de temperatura e roupas apertadas, especialmente com tecidos sintéticos, e manter o ambiente bem ventilado e a casa limpa, livre de ácaros e poeira.

