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Implante de microlente intraocular

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Nova técnica amplia correção da miopia

Escrito por: Fernanda Ortiz

O avanço das técnicas de cirurgia refrativa tem ampliado significativamente as possibilidades de correção da miopia. Essa tecnologia tem beneficiado especialmente pacientes que antes eram excluídos dos procedimentos a laser por limitações, como córnea fina ou olho seco. Entre as alternativas mais recentes está o implante de microlente intraocular, uma técnica inovadora que corrige de baixos a altos graus de miopia sem a necessidade de remoção do cristalino e com preservação da estrutura da córnea.

O implante de microlente intraocular é uma cirurgia que consiste na implantação de uma lente fina e flexível entre a íris e o cristalino natural do olho para corrigir miopia e astigmatismo. “O procedimento preserva a córnea e pode ser uma alternativa para pacientes com altos graus de miopia ou restrições ao laser”, explica o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, diretor executivo do Instituto Penido Burnier, em Campinas (SP).

O método tem ganhado espaço por ser menos invasivo e por ampliar as opções para pacientes que não se adaptam às técnicas tradicionais. De acordo com o médico, a crescente incidência de olho seco evaporativo, associada ao uso excessivo de telas, aumentou as restrições ao laser. Isso ocorre porque o procedimento pode afetar nervos responsáveis pela produção da lágrima e reduzir temporariamente a lubrificação ocular. “Em alguns casos, a recuperação desses nervos pode levar até três meses, exigindo acompanhamento rigoroso para evitar complicações visuais”, afirma.

Escolha personalizada

A escolha da técnica cirúrgica deve ser individualizada. Fatores como espessura e curvatura da córnea, qualidade do filme lacrimal e presença de doenças associadas são determinantes para definir o procedimento mais adequado. As principais indicações para o implante de microlente intraocular incluem miopia de até 18 graus, astigmatismo de até 6 graus, idade entre 21 e 45 anos, grau estável há pelo menos um ano, pupila de até 7mm e ausência de cirurgias refrativas prévias. “Além disso, o procedimento pode ser indicado para mulheres com olho seco relacionado a alterações hormonais, como na menopausa”, acentua. O médico acrescenta que a cirurgia refrativa deve ser encarada como uma ferramenta para ganho de qualidade visual, conforto e bem-estar, e não apenas como uma solução estética.

Contraindicações

  • Pacientes com glaucoma ou alterações no nervo óptico
  • Gestação e lactação
  • Baixa densidade de células endoteliais da córnea
  • Câmara anterior rasa
  • Condições que prejudiquem a cicatrização, como diabetes insulinodependente ou doenças autoimunes

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