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Produto lácteo fermentado

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| Artigo Científico

Resultados detalham achados

Escrito por: Chad M Cook1, Takuya Akiyama2, Traci Blonquist1, Eunice Mah1, Linda Derrig1 e Hideyuki Shibata3 1Biofortis Research, Addison, IL, United States; 2Yakult Central Institute, Yakult Honsha Co., Ltd., Tokyo, Japan; 3Science Department, Yakult U.S.A. Inc., Fountain Valley, CA, United States

Até onde se sabe, este foi o primeiro estudo a investigar os efeitos de um produto lácteo fermentado contendo LcS na consistência das fezes, qualidade de vida e segurança entre adultos normalmente saudáveis dos Estados Unidos com leve a moderada reclamação digestiva. Os achados indicam que os participantes que consumiram o leite fermentado vivenciaram uma significativa redução na HLS e reportaram melhorias na qualidade das fezes baseadas na BSFS em comparação com os controles. Notavelmente, as medidas de qualidade de vida relacionadas à constipação – como desconforto físico, preocupações e satisfação no tratamento – também demonstraram melhora significativa no grupo ativo. Estes resultados estão alinhados com estudos anteriores demonstrando o potencial de produtos que contenham o LcS para aliviar os sintomas associados ao desconforto digestivo. É importante destacar que as altas taxas de adesão e a ausência de eventos adversos no grupo ativo reforçam a viabilidade e a segurança do produto para consumo regular nessa população.

Uma distinção fundamental entre este estudo e outros que investigaram a mesma cepa probiótica é que os participantes deste estudo tinham um histórico comprovado de produção de HLS >25% de BMs por semana, documentado durante um período de avaliação de duas semanas antes da randomização, mas não preenchiam o critério de constipação funcional ou tinham qualquer outro distúrbio gastrointestinal diagnosticado. Os pontos fortes deste estudo incluem o desenho randomizado controlado, alta conformidade e alta retenção. Uma limitação é a falta de avaliação da ingestão dietética ao longo do tempo. Embora tenha sido confirmado que os participantes apresentaram ingestão de fibras abaixo do recomendado para um adulto nos Estados Unidos de 25-30g/dia na linha de base, consistente com a ingestão média atual de fibras (aproximadamente 16g/d) da população adulta daquele país, não foi possível quantificar quaisquer alterações na ingestão habitual de fibras alimentares ou água durante o estudo.

Deve-se notar que os participantes foram instruídos a manter sua dieta habitual, estilo de vida e padrões de atividade física durante todo o ensaio. Isso incluiu seguir uma lista de exclusão de medicamentos, suplementos e produtos, incluindo o consumo de quaisquer probióticos ou produtos fermentados extras dentro de duas semanas após a triagem e durante todo o período do estudo. Portanto, embora não possa ser descartada a alteração de dietas habituais por ter um papel potencial durante o período de intervenção do estudo, este trabalho enfatizou a manutenção de práticas habituais que foram reforçadas pela equipe do estudo durante as visitas clínicas. Uma das razões pela condução do estudo com este tipo de abordagem foi para eliminar a possibilidade de que restrições dietéticas excessivamente rigorosas pudessem causar estresse mental aos participantes e afetar o resultado.

Adicionalmente, o peso corporal foi monitorado como parte da avaliação de efeitos adversos clinicamente importantes em todas as visitas do estudo. Em suma, apenas um indivíduo demonstrou uma mudança no peso corporal de 3,7%. Então, foi considerado que o impacto da intervenção relacionada à energia foi mínimo. Outras possíveis limitações do nosso estudo incluem a falta de qualquer medida objetiva para determinar o tempo de trânsito intestinal, teor de água nas fezes, nível de AGCC ou outros metabólitos da microbiota, ou alteração na composição microbiana para obter informações sobre os possíveis mecanismos de ação que contribuem para a melhora na HLS no grupo ativo.

Estudos futuros devem considerar a integração dessas avaliações para aprofundar a compreensão de como as intervenções dietéticas influenciam na saúde intestinal e na qualidade das fezes. E, por fim, deve-se notar que os participantes não foram cegados à indisponibilidade de um comparador ativo adequado ou de um produto placebo autêntico. No entanto, o estudo foi desenhado para minimizar o viés através da coleta de dados padronizados e objetivos. Adicionalmente, os achados do estudo são consistentes com outros estudos abertos, controlados e duplo-cegos, conferindo credibilidade à interpretação geral dos resultados.

Como conclusão, o consumo diário de leite fermentado contendo LcS melhorou significativamente a consistência das fezes, bem como a Avaliação da Qualidade de Vida do Paciente com Constipação (Patient Assessment of Constipation Quality of Life – PAC-QOL) entre participantes com histórico de HLS, apesar da ausência de alterações na frequência intestinal e outros desfechos relacionados. O produto foi bem tolerado, com nenhum evento adverso reportado no período de intervenção. Embora as avaliações subjetivas dos participantes tenham indicado benefícios na qualidade das fezes, as discrepâncias com as avaliações derivadas de IA destacam a complexidade da avaliação da saúde intestinal. Esses achados destacam o potencial das intervenções com probiótico no aprimoramento da saúde intestinal e enfatizam a importância de integrar medidas subjetivas e objetivas em pesquisas futuras.

As limitações do estudo, incluindo a falta de avaliações dietéticas abrangentes e de medidas objetivas do tempo de trânsito intestinal, sugerem caminhos para futuras investigações. De modo geral, esta pesquisa contribui com informações valiosas sobre o papel dos probióticos no controle da qualidade das fezes e destaca a necessidade de uma investigação contínua sobre seus mecanismos de ação e efeitos na qualidade de vida em diversas populações. O artigo ‘Effect of daily consumption of a fermented milk containing Lacticaseibacillus paracasei strain Shirota (LcS) on stool consistency in United States adults with hard or lumpy stools: A randomized controlled trial’ foi registrado no clinicaltrials.gov com o número NCT06014008. •

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