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Os riscos da automedicação no inverno

Escrito por: Elessandra Asevedo

Com as temperaturas mais baixas, cresce o número de pessoas que recorrem à automedicação para aliviar sintomas como dor de garganta, febre, tosse, congestão nasal e dores no corpo. Apesar de parecer uma solução rápida para os desconfortos típicos do inverno, o hábito de usar medicamentos sem orientação pode trazer riscos à saúde e até dificultar o diagnóstico de doenças mais graves.

De acordo com a farmacêutica Nathalia Molina, o aumento de doenças respiratórias durante o inverno faz com que muitos pacientes utilizem medicamentos sem orientação profissional, principalmente anti-inflamatórios, antibióticos e antigripais. “Muitas pessoas acreditam que sintomas respiratórios são simples e acabam reutilizando receitas antigas ou seguindo indicações de conhecidos”, acentua a coordenadora do curso de Farmácia da Faculdade Anhanguera.

O problema da automedicação é que diferentes doenças podem apresentar sintomas parecidos, e a prática pode mascarar sinais importantes e agravar o quadro clínico. O alerta é ainda mais importante porque doenças como gripe, covid-19, sinusite, pneumonia e alergias respiratórias podem apresentar sintomas semelhantes em estágios iniciais.

Antibióticos e remédios comuns

Um dos erros mais comuns de quem pratica automedicação é o uso de antibióticos sem prescrição médica. Isso porque esses medicamentos não têm efeito contra vírus, responsáveis pela maioria dos resfriados e gripes. Além de não resolver o problema, a prática de automedicação com antibióticos pode contribuir para o aumento da resistência bacteriana, dificultando futuros tratamentos e reduzindo a eficácia dos medicamentos.

Outro comportamento frequente durante o inverno é o uso excessivo de remédios para aliviar sintomas rapidamente, principalmente em meio à rotina intensa de trabalho e estudos. No entanto, mesmo medicamentos considerados simples podem causar efeitos colaterais e complicações.

Por exemplo, analgésicos, antigripais e descongestionantes parecem inofensivos, mas não são. “Esses medicamentos podem provocar aumento da pressão arterial, problemas gástricos, sonolência e reações alérgicas, especialmente em idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas”, alerta a especialista.

Prevenção

Além de não ingerir medicamentos sem orientação médica, algumas medidas ajudam a prevenir doenças respiratórias durante os períodos mais frios do ano. Entre as atitudes saudáveis estão manter a hidratação, higienizar as mãos com frequência, evitar ambientes fechados e manter a vacinação em dia.

A farmacêutica Nathalia Molina lembra que nem todo sintoma precisa de medicamento imediato. “Observar o quadro e procurar atendimento quando os sintomas persistem ou se intensificam é a forma mais segura de cuidar da saúde”, finaliza.

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