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Dermatite de contato

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Como prevenir dermatoses ocupacionais

Escrito por: Elessandra Asevedo

A pele, maior órgão do corpo humano, precisa de atenção especial dos profissionais que trabalham expostos ao sol ou têm contato com substâncias químicas e irritantes. Entre os problemas dermatológicos mais frequentes nos ambientes de trabalho está a dermatite de contato ocupacional, uma inflamação cutânea provocada por agentes irritantes ou alérgenos presentes em produtos como detergentes, solventes, graxas, cimento, cosméticos e tintas, entre outros.

De acordo com a médica dermatologista Rosana Lazzarini, da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a dermatite de contato é muito comum entre algumas profissões. Dentre os exemplos estão cabeleireiros, auxiliares de limpeza, trabalhadores da construção civil e profissionais da saúde. “A exposição constante a substâncias agressivas ou o uso inadequado de equipamentos de proteção contribui diretamente para o surgimento do problema”, explica.

Os sintomas variam conforme o tipo de dermatite, que pode ser irritativa ou alérgica. Em geral, os sinais incluem vermelhidão, coceira, ardor, descamação e bolhas. O diagnóstico deve ser feito por um dermatologista, que poderá solicitar testes de contato para identificar a substância causadora da reação. Já o tratamento dependerá da gravidade do quadro, podendo incluir desde medicamentos tópicos até orais. Ademais, eventualmente pode demandar internação hospitalar nos casos de maior gravidade.

De acordo com a médica, é preciso que empresas e empregadores reconheçam a importância da proteção da pele como parte dos cuidados com a saúde do trabalhador. “Muitas vezes, pequenas mudanças no ambiente ou no uso de equipamentos de proteção mais adequados podem prevenir doenças crônicas”, sinaliza.

Exposição solar

Outro fator de risco para a saúde da pele no ambiente de trabalho é a exposição solar, especialmente entre profissionais que atuam ao ar livre como agricultores, operários da construção civil e carteiros. De acordo com a médica, a exposição intensa, prolongada e cumulativa à radiação ultravioleta é o que mais preocupa, pois está diretamente ligada ao surgimento de tumores cutâneos, especialmente entre trabalhadores que atuam em ambientes externos.

A médica dermatologista Bianca Costa Soares de Sá, coordenadora do Departamento de Oncologia Cutânea da SBD, acrescenta que a exposição solar intensa pode induzir a ativação de doenças autoimunes da pele, infecções e reações medicamentosas. “Além disso, acelera o envelhecimento da pele e favorece o surgimento de manchas, como também está relacionada ao aumento significativo de risco de câncer da pele”, reforça.

Cuidados

  • Identificar os agentes irritantes e os alérgenos e tentar evitá-los.
  • Utilizar os equipamentos de proteção individual (EPIs) quando indicados.
  • Higienizar corretamente a pele.
  • Usar filtro solar e reaplicar a cada duas horas.
  • Utilizar a proteção física, com chapéus e roupas adequadas, preferencialmente com proteção UV, assim como óculos escuros.
  • Evitar a exposição solar, principalmente entre 10h e 15h, quando a intensidade da radiação ultravioleta é mais alta.

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