Na sociedade atual, observa-se uma crescente preocupação com a qualidade de vida, levando cada vez mais pessoas a adotarem hábitos saudáveis. Dessa forma, a prática de esportes e atividades físicas acaba fazendo parte da rotina em busca de saúde, bem-estar e equilíbrio. Essa tendência se manifesta tanto nos esportes tradicionais quanto em modalidades que conquistam novos adeptos em academias, parques e espaços públicos, refletindo uma mudança de comportamento.
Na avaliação do gerontólogo Rômulo Custódio, o exercício deixou de ser apenas um objetivo estético ou competitivo e passou a representar estilo de vida, equilíbrio e pertencimento. O professor de Educação Física do Centro Universitário de Brasília (CEUB) ressalta que três grupos de modalidades lideram o avanço. “A corrida de rua e os clubes de corrida mantêm protagonismo no Brasil e no mundo, impulsionados pelo crescimento dos grupos sociais e desafios coletivos”, ressalta.
Outra categoria engloba os esportes de raquete como padel, pickleball e badminton, que apresentam crescimento expressivo em relatórios internacionais – superando 60% em alguns mercados. Além disso, os treinamentos funcionais e eventos híbridos, como o Hyrox, combinam força e resistência e atraem praticantes interessados em desafios mensuráveis. “O ponto em comum entre os grupos é a baixa barreira de entrada, o forte componente social e a possibilidade de evolução visível ao longo do tempo”, avalia o docente.
Mais bem-estar do que desempenho
Anteriormente, a performance era o principal objetivo, mas, atualmente, o conceito dominante é o bem-estar. Embora a prática esportiva continue acompanhada por métricas, a motivação está na saúde física e mental. “Mesmo com aplicativos e dispositivos que tornam o treino monitorado e gamificado, a tecnologia é coadjuvante”, sinaliza o professor. A motivação real está na saúde mental, na socialização e na busca por longevidade. De acordo com o gerontólogo Rômulo Custódio, entretanto, o futebol permanece como fenômeno global.
Público diverso e avanço feminino
As preferências pelas atividades variam conforme a faixa etária. Jovens tendem a buscar experiências ao ar livre e desafios competitivos, enquanto os adultos se concentram em musculação, exercício funcional e esportes de raquete. Já as pessoas mais velhas priorizam atividades de menor impacto, como caminhada e ciclismo indoor.
Outro destaque é o crescimento do esporte feminino. A maior participação das mulheres diversifica modalidades, fortalece o mercado e amplia o consumo esportivo. Atividades como pilates, funcional e esportes sociais registram forte protagonismo feminino. Corrida e caminhada seguem como práticas mais democráticas, enquanto academias e clubes seguem restritos pelo custo.
Para quem deseja iniciar uma rotina esportiva, o especialista recomenda escolher uma atividade prazerosa, começar em grupo ou comunidade, usar a tecnologia como apoio – não como fonte de pressão –, priorizar consistência em vez de intensidade e incluir recuperação, mobilidade e sono na rotina. “A grande mudança de 2026 é entender que o melhor treino não é o mais intenso, mas o que consegue manter por anos”, conclui.

