Cientistas da Universidade de Bucareste, na Romênia, revisaram vários artigos científicos que relatam a ação de probióticos para a cicatrização de feridas. De acordo com esses autores, o interesse pela aplicação tópica de produtos probióticos e formulações probióticas orais se expandiu significativamente na última década. Ao avaliar esses estudos em uma ampla revisão científica, os pesquisadores elencaram os microrganismos mais comumente relacionados a condições dermatológicas, assim como os probióticos mais eficazes para a cicatrização.
“Os probióticos poderiam melhorar o processo de cicatrização inibindo o crescimento de bactérias planctônicas Gram-negativas e Gram-positivas e limitando seu desenvolvimento de biofilme”, sugerem os autores. Essa ação ocorre porque os probióticos liberam moléculas que interferem no sistema de detecção de quórum (QS) das bactérias, bloqueando o processo de adesão ao tecido epitelial.
Segundo os autores, os microrganismos que mais comumente causam condições dermatológicas são representados por bactérias formadoras de biofilme. Dentre elas estão Pseudomonas aeruginosa, Escherichia coli, Peptostreptococcus sp., Staphylococcus aureus, Enterobacter sp., Klebsiella pneumoniae, Acinetobacter baumannii e Enterococcus faecalis.
Em contrapartida, Lactobacillus plantarum, L. acidophillus, L. fermentum L. paracasei, L. rhamnosus, L. bulgaricus, L. reuteri, L. delbrueckii, L. salivarius e Bifidobacterium lactis seriam as espécies mais predominantes de probióticos estudadas como novas estratégias terapêuticas. “Essas bactérias do ácido lático (LAB) têm a capacidade de promover a cicatrização de feridas, tornando-se candidatas ideais à cicatrização”, ressaltam.
Os autores explicam, ainda, que os microrganismos Gram-positivos, microaerofílicos e não esporulantes apresentam benefícios para a saúde do hospedeiro. Isso ocorre especialmente no que diz respeito à saúde dérmica, melhorando a regulação do sistema imunológico da pele e da mucosa e mantendo a homeostase cutânea. “Além disso, estudos mostraram que espécies dos gêneros Bacillus, Enterococcus, Streptococcus ou leveduras como Saccharomyces poderiam ser usadas como probióticos com propriedades eficientes de cicatrização de feridas”, informam.
Probióticos orais
Na revisão científica, os autores afirmam que a administração oral de formulações probióticas desencadeia uma cascata de efeitos sistêmicos que podem afetar indiretamente a cicatrização de feridas. Entre os benefícios estão a melhora da absorção de minerais, vitaminas e cofatores implicados na regulação da cicatrização da pele, reduzindo a inflamação, regulando o sistema imunológico e modulando a composição da microbiota. “Esses efeitos promovem ainda mais uma condição de saúde equilibrada no hospedeiro”, resumem.
Probióticos tópicos
Aplicações tópicas de probióticos têm sido propostas como alternativas aos antibióticos desde 1912, como um método para tratar infecções cutâneas. “O tratamento de formulação probiótica aplicado topicamente é uma opção atraente para melhorar a eficácia da cicatrização de feridas, promovendo o reparo do tecido cutâneo e reduzindo o crescimento e o desenvolvimento bacteriano”, ressaltam os autores. O artigo ‘Probiotics in wound healing’ foi publicado em 2024 no International Journal of Molecular Sciences – doi: 10.3390/ijms25115723.
Cientistas da Universidade de Bucareste, na Romênia, revisaram vários artigos científicos que relatam a ação de probióticos para a cicatrização de feridas. De acordo com esses autores, o interesse pela aplicação tópica de produtos probióticos e formulações probióticas orais se expandiu significativamente na última década. Ao avaliar esses estudos em uma ampla revisão científica, os pesquisadores elencaram os microrganismos mais comumente relacionados a condições dermatológicas, assim como os probióticos mais eficazes para a cicatrização.
“Os probióticos poderiam melhorar o processo de cicatrização inibindo o crescimento de bactérias planctônicas Gram-negativas e Gram-positivas e limitando seu desenvolvimento de biofilme”, sugerem os autores. Essa ação ocorre porque os probióticos liberam moléculas que interferem no sistema de detecção de quórum (QS) das bactérias, bloqueando o processo de adesão ao tecido epitelial.
Segundo os autores, os microrganismos que mais comumente causam condições dermatológicas são representados por bactérias formadoras de biofilme. Dentre elas estão Pseudomonas aeruginosa, Escherichia coli, Peptostreptococcus sp., Staphylococcus aureus, Enterobacter sp., Klebsiella pneumoniae, Acinetobacter baumannii e Enterococcus faecalis.
Em contrapartida, Lactobacillus plantarum, L. acidophillus, L. fermentum L. paracasei, L. rhamnosus, L. bulgaricus, L. reuteri, L. delbrueckii, L. salivarius e Bifidobacterium lactis seriam as espécies mais predominantes de probióticos estudadas como novas estratégias terapêuticas. “Essas bactérias do ácido lático (LAB) têm a capacidade de promover a cicatrização de feridas, tornando-se candidatas ideais à cicatrização”, ressaltam.
Os autores explicam, ainda, que os microrganismos Gram-positivos, microaerofílicos e não esporulantes apresentam benefícios para a saúde do hospedeiro. Isso ocorre especialmente no que diz respeito à saúde dérmica, melhorando a regulação do sistema imunológico da pele e da mucosa e mantendo a homeostase cutânea. “Além disso, estudos mostraram que espécies dos gêneros Bacillus, Enterococcus, Streptococcus ou leveduras como Saccharomyces poderiam ser usadas como probióticos com propriedades eficientes de cicatrização de feridas”, informam.
Probióticos orais
Na revisão científica, os autores afirmam que a administração oral de formulações probióticas desencadeia uma cascata de efeitos sistêmicos que podem afetar indiretamente a cicatrização de feridas. Entre os benefícios estão a melhora da absorção de minerais, vitaminas e cofatores implicados na regulação da cicatrização da pele, reduzindo a inflamação, regulando o sistema imunológico e modulando a composição da microbiota. “Esses efeitos promovem ainda mais uma condição de saúde equilibrada no hospedeiro”, resumem.
Probióticos tópicos
Aplicações tópicas de probióticos têm sido propostas como alternativas aos antibióticos desde 1912, como um método para tratar infecções cutâneas. “O tratamento de formulação probiótica aplicado topicamente é uma opção atraente para melhorar a eficácia da cicatrização de feridas, promovendo o reparo do tecido cutâneo e reduzindo o crescimento e o desenvolvimento bacteriano”, ressaltam os autores. O artigo ‘Probiotics in wound healing’ foi publicado em 2024 no International Journal of Molecular Sciences – doi: 10.3390/ijms25115723.

