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Roupas de cama

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Roupas de cama precisam ser tratadas com cuidado

Escrito por: Fernanda Ortiz

Trocar e higienizar regularmente as roupas de cama é uma medida simples, mas importante para manter o quarto saudável. Para quem tem alergias respiratórias, esse cuidado merece atenção redobrada. Isso porque lençóis, fronhas, cobertores e colchões podem acumular ácaros, pelos de animais, pólen e fungos capazes de desencadear ou agravar os sintomas. Além da frequência da troca, a lavagem e secagem adequadas das peças contribuem para reduzir a presença de alérgenos.

De acordo com a médica otorrinolaringologista Cristiane Passos Dias Levy, do Hospital Paulista, a frequência da troca deve ser maior para quem apresenta alergias. “Para quem sofre de doenças alérgicas, a exemplo da rinite, é ideal trocar as roupas de cama semanalmente ou até duas vezes por semana”, orienta a especialista em alergias respiratórias. A recomendação inclui, ainda, o uso de capas protetoras para colchões e travesseiros, especialmente as antiácaros, reduzindo o contato com esses alérgenos.

A escolha do tecido e o controle da umidade também contribuem para reduzir a presença de alérgenos. A especialista recomenda dar preferência ao algodão, por ser mais respirável e favorecer a circulação de ar, enquanto tecidos que retêm mais umidade podem criar condições favoráveis à proliferação de ácaros e fungos. “Além disso, é importante manter o quarto ventilado e garantir que as roupas de cama estejam completamente secas antes de serem guardadas ou utilizadas”, destaca. Em ambientes muito úmidos, o uso de desumidificadores pode ser uma alternativa.

Atenção à lavagem e à secagem

Na lavagem, é importante prestar atenção à temperatura da água e aos produtos utilizados. “Lavar as roupas de cama em água quente, acima de 60°C, ajuda a eliminar os ácaros”, afirma a médica. Para pessoas sensíveis, a orientação é optar por sabões ou detergentes com formulações mais suaves e evitar produtos com fragrâncias, corantes ou outros componentes que possam irritar as vias respiratórias.

O cuidado, porém, não deve se restringir aos lençóis e fronhas. Cobertores, edredons e outras peças que ficam em contato direto com o corpo também devem ser lavados regularmente, de acordo com as orientações de cada fabricante. Ademais, roupas de cama e cobertores que permanecem guardados por longos períodos devem ser higienizados antes de voltar a ser utilizados. A medida, de acordo com a especialista, é ainda mais importante nos períodos mais frios, quando essas peças costumam permanecer armazenadas por vários meses.

Colchões e travesseiros também precisam de limpeza, pois podem funcionar como reservatórios de ácaros. Além das capas protetoras, é importante manter essas superfícies limpas e arejadas. A exposição direta dos travesseiros ao sol, no entanto, não substitui a higienização. Segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), o calor pode favorecer a proliferação de ácaros no interior de travesseiros. Por isso, a recomendação é priorizar a ventilação e seguir as orientações de lavagem e secagem indicadas pelo fabricante. “A adoção desses cuidados pode reduzir significativamente a exposição a alérgenos e proporcionar uma noite de sono mais tranquila”, conclui a médica.

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