O avanço da inteligência artificial aplicada à medicina cardiovascular está transformando a forma como doenças do coração são diagnosticadas e tratadas no Brasil. Com a incorporação de novas tecnologias é possível, por exemplo, operar com sistemas de tomografia e hemodinâmica mais inovadores. Além de ampliar a precisão diagnóstica, essas ferramentas reduzem riscos e tornam a jornada do paciente cardíaco mais segura, rápida e menos invasiva.
A implantação de sistemas de tomografia e hemodinâmica mais inovadores marca uma mudança estrutural na medicina cardiovascular. “A inteligência artificial não substitui o médico, mas amplia sua capacidade de decisão, melhora a qualidade das imagens, reduz riscos e permite diagnósticos mais precoces”, destaca o médico cardiologista Constantino Costantini. Como resultado, observa-se impacto direto na sobrevida e na qualidade de saúde dos pacientes.
De acordo com o médico, por utilizar inteligência artificial embarcada esses equipamentos são capazes de redefinir protocolos de exames e procedimentos cardiovasculares. Um dos principais avanços está na possibilidade de reduzir significativamente a dose de radiação nos exames cardíacos, sem comprometer a qualidade das imagens. “Esse é um fator decisivo, especialmente em avaliações que envolvem estruturas milimétricas como as artérias coronárias”, acentua.
Com o uso desses equipamentos de última geração também é possível enxergar com mais clareza a presença de obstruções e características das placas ateroscleróticas, o que muda completamente a condução clínica. Além disso, a tecnologia diminui a necessidade de repetição de exames, encurta o tempo de permanência do paciente no equipamento e aumenta o conforto durante o procedimento, tornando o processo mais humanizado.
Menos contraste e mais segurança
Na hemodinâmica, sistemas com IA representam um salto tecnológico no tratamento de doenças cardiovasculares complexas. A integração de diferentes modalidades de imagem aliadas à IA permite maior precisão na navegação de cateteres, na colocação de stent e na realização de procedimentos estruturais e valvares. Para o cardiologista, entretanto, os principais ganhos são a redução do tempo dos procedimentos e o menor uso de contraste iodado, fator essencial para diminuir o risco de complicações renais – especialmente em pacientes idosos ou com comorbidades.

