Selo de 25 ano - Revista Super Saudável
Síndrome musculoesquelética

• Pesquisa

Síndrome musculoesquelética é comum na menopausa

Escrito por: Fernanda Ortiz

A menopausa é um processo natural do fim da fase reprodutiva feminina, cuja transição fisiológica ocorre, em média, entre os 45 e 55 anos de idade. Além das manifestações conhecidas, a exemplo de ondas de calor, perda da libido e sudorese noturna, os sintomas musculoesqueléticos podem acometer mais de 70% das mulheres durante esse processo. Para auxiliar médicos e pacientes, recentemente um artigo de revisão introduziu o termo síndrome musculoesquelética da menopausa, que se refere ao conjunto de problemas musculares, ósseos e articulares que surgem pela queda e flutuações do hormônio estrogênio.

De acordo com o estudo, conduzido por pesquisadores norte-americanos, mais de 35 sintomas são conhecidos por estarem associados à menopausa. Dentre eles estão ondas de calor, confusão mental, distúrbios do sono, sudorese noturna, ansiedade e perda da libido. No entanto, os sintomas musculoesqueléticos – muitas vezes silenciosos – nem sempre são associados à perimenopausa (período que antecede a cessação total da menstruação), mas ao processo natural de envelhecimento. “A conscientização dos médicos sobre a síndrome musculoesquelética da menopausa é crucial, uma vez que cerca de 70% das mulheres na meia idade possuem maior risco de dor musculoesquelética em comparação com outras na pré-menopausa”, apontam os autores.

A síndrome

A síndrome musculoesquelética da menopausa descreve os sintomas típicos causados ​​pela queda abrupta e oscilação do estrogênio durante a transição menopáusica. De acordo com os autores, na perimenopausa a redução dos níveis de estradiol (forma ativa de estrogênio) contribui para a perda de massa muscular (sarcopenia), da densidade óssea, força e aumento de tecido adiposo entre as fibras musculares. “Isso impacta o desempenho físico e aumenta a vulnerabilidade a lesões e fragilidade muscular”, descrevem.

Além disso, a queda do estrogênio está associada ao aumento de artralgia (dor nas articulações), geralmente sem alterações estruturais visíveis em exames de imagem. Ademais, está relacionado ao surgimento de rigidez e inflamação, tornando as articulações mais vulneráveis à artrite e inflamação crônica. “A compreensão da síndrome é fundamental para as pacientes e especialidades médicas envolvidas”, sinalizam. De acordo com os pesquisadores, os cirurgiões ortopédicos devem estar cientes de que tais alterações podem estar associadas à menopausa e não exclusivamente ao envelhecimento natural.

Já os médicos de atenção primária e os ginecologistas, que acompanham os sintomas iniciais da perimenopausa, podem atuar antes do surgimento dos sintomas musculoesqueléticos. “Trata-se de uma condição real, mas, com tratamento e cuidados (hábitos de vida) preventivos, pode preservar a autonomia e reduzir o risco de fragilidade, especialmente no período pós-menopausa”, concluem. O artigo ‘The musculoskeletal syndrome of menopause’ foi publicado em julho de 2024 na Taylor and Francis on line.

DIREITOS RESERVADOS ®
Proibida a reprodução total ou parcial sem prévia autorização da Companhia de Imprensa e da Yakult.

Matérias da Edição

• Mais sobre Pesquisa

Site em Manutenção

Nosso site está passando por uma manutenção pontual. Você pode continuar navegando, mas algumas funcionalidades podem ser afetadas temporariamente. Agradecemos sua compreensão!