Verificação da síndrome de crise suicida

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Intervenções podem auxiliar na prevenção ao suicídio

Escrito por: Fernanda Ortiz

Todos os anos, mais de 800 mil pessoas morrem por suicídio no mundo. Definido como um estado de afeto negativo que geralmente antecede o comportamento suicida, mesmo em pacientes que não manifestem esse anseio, o conceito da síndrome suicida está em revisão para inclusão como diagnóstico no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM). O objetivo do estudo ‘Effectiveness of brief psychological interventions for suicidal presentations: a systematic review‘ foi realizar uma revisão sistemática sobre a eficácia de intervenções psicológicas breves no tratamento de pensamentos e comportamentos suicidas em ambientes de saúde.

A análise envolveu quatro estudos controlados de intervenções psicológicas breves realizados na Suíça, nos Estados Unidos e em países de baixo e médio rendimento, que envolveram 3.412 participantes. Três estudos foram realizados com adultos e um com adolescentes. Todas as intervenções foram implementadas com pacientes após atendimento em serviços de emergência. “Embora a base de evidências seja pequena, as intervenções psicológicas breves parecem ser eficazes na redução do suicídio e das tentativas de suicídio”, afirmam.

De acordo com os autores, todos os estudos até o momento foram realizados com pessoas que frequentaram o pronto-socorro. Entretanto, as intervenções poderiam ser potencialmente adotadas para pacientes internados e outros ambientes ambulatoriais. “O envolvimento precoce e a intervenção terapêutica baseada em teorias psicológicas do comportamento suicida, sustentadas em contatos de acompanhamento, podem ser particularmente benéficos”, ressaltam.

Desfechos

Os principais desfechos apresentados nos estudos analisados na revisão foram suicídio, tentativas de suicídio, ideação suicida, depressão e hospitalização. “Os componentes das intervenções foram envolvimento terapêutico precoce, fornecimento de informações, planejamento de segurança e contato de acompanhamento por pelo menos 12 meses”, ressaltam os autores. As intervenções basearam-se, em diferentes graus, na teoria e nas técnicas psicológicas. Dois ensaios que mediram a ideação suicida não encontraram impacto. Dois estudos mostraram menos tentativas de suicídio, um mostrou menos suicídios e outro encontrou um efeito sobre a depressão.

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