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Videogames interativos

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Robôs e games são úteis na reabilitação

Escrito por: Elessandra Asevedo

Os recentes avanços tecnológicos abriram a oportunidade de combinar atividade física com tarefas cognitivamente desafiadoras em uma única sessão por meio de exergames, ou seja, videogames interativos. Diferentemente dos outros consoles, os exergames exigem que o jogador realize movimentos corporais para completar tarefas ou ações específicas em resposta a estímulos visuais. Além disso, há sistemas de realidade virtual que utilizam bicicletas ergométricas ou esteiras como meio para os jogadores interagirem com mundos tridimensionais.

Um estudo europeu publicado no Neuroscience & Biobehavioral Reviews  indica que jogos que combinam atividade física com desafios cognitivos têm um efeito positivo significativo na cognição geral e em domínios específicos. Com funções executivas, atenção e habilidades visuoespaciais, os videogames interativos podem ajudar na realização de diversas tarefas diárias, como dirigir, andar de bicicleta e localizar objetos perdidos.

A gameterapia já é adotada em diversos hospitais em complemento aos tratamentos tradicionais. Por meio de jogos eletrônicos específicos, os pacientes são desafiados a realizar diversos movimentos físicos que são captados por um sensor e contribuem na terapia motora.

De acordo com a médica fisiatra Milene Ferreira, gerente médica de reabilitação do Einstein Hospital Israelita, os games também auxiliam em terapias cognitivas para estímulo da memória, da atenção e da audição, com o uso de plataformas virtuais. “O diferencial é a combinação entre humanização e tecnologia no plano de cuidado do paciente, agregando cada vez mais terapias inovadoras à atuação de uma equipe multidisciplinar formada por educadores físicos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos e terapeutas ocupacionais”, explica.

Robôs de reabilitação

A robótica também está entre as tecnologias de reabilitação neurológica disponíveis. O  Armeo®Spring, por exemplo, é um sistema robótico que auxilia na realização dos movimentos dos braços, em casos de mobilidade reduzida. O dispositivo funciona como um exoesqueleto ergonômico e ajusta-se aos membros superiores do paciente, apoiando na recuperação da função do braço e da mão.

Já para pacientes que precisam de suporte para uso de eletrônicos, como celular, tablet e computador, um grande avanço tem sido o uso de óculos com sensores que captam movimentos intuitivos de cabeça, piscar de olhos e expressões faciais para controlar esses dispositivos. Por meio de conexão bluetooth, a tecnologia Colibri auxilia na comunicação eletrônica e na realização de tarefas com acessibilidade.

De acordo com a gerente médica de reabilitação, a aliança entre tecnologia e reabilitação representa um avanço significativo no cuidado e tratamento de pacientes, proporcionando soluções que antes eram inimagináveis. “Com os dispositivos eletrônicos reiteramos a responsabilidade com a melhora da qualidade de vida das pessoas, trabalhando no resgate das funções perdidas e ajudando os pacientes com dificuldades motoras ou cognitivas”, pontua.

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