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Febre amarela

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Vacinação é principal prevenção contra a doença

Escrito por: Fernanda Ortiz

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, imunoprevenível, de evolução abrupta, manifestação variável e com elevada letalidade nas formas graves. Provocada pela picada de mosquitos infectados, a condição é categorizada de acordo com os ciclos de transmissão, ou seja, urbano ou silvestre. Diante do crescimento de casos confirmados em humanos, o Ministério da Saúde tem alertado e reforçado a importância da prevenção. Descrita como a principal ferramenta de combate e controle da doença, a vacinação ofertada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é altamente eficaz, segura e oferece proteção com uma única dose.

Provocada por um vírus transmitido por mosquitos, a febre amarela possui ciclos de transmissão específicos. No ciclo urbano, a transmissão ocorre a partir do vetor Aedes aegypti, enquanto no ciclo silvestre tem como vetores os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes, cujos principais hospedeiros são macacos infectados. “Nestes casos, humanos não vacinados tornam-se hospedeiros acidentais ao entrarem em áreas de matas”, descreve o médico infectologista Thiago Morbi, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo.

Sintomas

Geralmente, os sintomas da doença surgem entre o terceiro e o sexto dia após a picada do mosquito. “As manifestações podem incluir febre alta súbita, mal-estar, náuseas, vômito, dor de cabeça, dores musculares, cansaço e calafrios. “Após três ou quatro dias, a maioria dos doentes recupera-se completamente e fica imunizado contra a doença”, descreve o infectologista. Entretanto, em cerca de 15% dos casos a doença pode evoluir para quadros mais graves como insuficiência hepática, manifestações hemorrágicas – equimoses, sangramento no nariz e gengivas –, e até falência de múltiplos órgãos. De acordo com dados da prática clínica, aproximadamente 50% dos casos graves podem levar ao óbito.

Diagnóstico e Tratamento

A febre amarela é uma condição de difícil detecção, especialmente nos estágios iniciais. Isso ocorre porque a doença apresenta sintomas similares a outras como, por exemplo, malária grave, febre hemorrágica da dengue e leptospirose. O diagnóstico geralmente inclui uma combinação de avaliação clínica, história médica do paciente e testes laboratoriais. “Entre os exames, podem ser solicitados o teste de detecção do antígeno viral, mais eficiente durante a fase aguda da doença, e testes sorológicos para detectar a presença de anticorpos específicos”, descreve o médico.

Não há tratamento específico para a febre amarela. Os cuidados são de suporte, voltados para aliviar sintomas (desidratação, insuficiência respiratória e febre) e prevenir complicações, garantindo a recuperação do paciente. “A prescrição de antibióticos só ocorre na presença de infecções bacterianas associadas, mas pacientes com febre amarela grave devem ser hospitalizados para monitoramento e cuidados médicos intensivos”, orienta o médico.

Vacinação é a chave

A imunização é a principal ferramenta de combate à doença. “A vacina contra a febre amarela é altamente eficaz, segura e proporciona proteção ao longo da vida com uma única dose”, enfatiza o especialista. Indicada a partir dos nove anos de idade, deve ser administrada pelo menos 10 dias antes do deslocamento para áreas de risco. Entretanto, crianças abaixo de seis meses; pessoas com formas graves de alergia ao ovo, como urticária e reações anafiláticas; pacientes com câncer; imunossuprimidos e gestantes, entre outros casos, não devem receber a vacina. Na dúvida, é importante consultar um médico para definir se há contraindicação. Desde 2018, o imunizante contra a febre amarela está disponível gratuitamente em todas as unidades básicas de saúde (UBS) do Brasil.

Além de garantir a imunização, a população pode adotar medidas simples para reduzir os criadouros de mosquitos, como eliminar recipientes com água parada e usar telas de proteção em janelas. “A conscientização da comunidade é essencial para reduzir a proliferação de mosquitos e proteger a saúde coletiva contra esses agentes infecciosos”, reforça o infectologista Thiago Morbi. Para pessoas que não podem se vacinar é indispensável o uso de repelentes, roupas de manga longa e mosquiteiros nas áreas de risco.

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