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Cientistas passaram a explorar tratamentos

• Microbiota

Microbiota, câncer colorretal e medicina integrativa

Escrito por: Elessandra Asevedo

O câncer colorretal (CCR) é uma das doenças malignas gastrointestinais mais comuns no mundo. Assim, o tratamento inclui cirurgia, radioterapia, quimioterapia e outras medidas que ajudem a prolongar a sobrevida e a qualidade de vida dos pacientes. No entanto, pesquisadores chineses identificaram uma lacuna na eficácia clínica identificada na China, quando comparada aos países desenvolvidos da Europa e os Estados Unidos. Por causa disso, alguns cientistas passaram a explorar tratamentos mais novos e mais abrangentes, como a medicina integrativa.

É o caso da Medicina Tradicional Chinesa (MTC), que tem sido usada para tratar doenças há milhares de anos e apresenta papel benéfico no tratamento clínico de neoplasias.  Por meio da chamada ‘diferenciação das síndromes’, a MTC cria o diagnóstico por meio de um conjunto de sinais e sintomas que implicam no padrão da manifestação de uma doença ou na alteração patológica indicando a natureza, localização ou causa.

Para explorar a diferença na microbiota intestinal entre as diferentes síndromes da MTC em pacientes com câncer colorretal, pesquisadores chineses realizaram o estudo ‘TCM syndrome differentiation in colorectal cancer patients assisted by differences in gut microbiota: An exploratory study’. O experimento envolveu 109 pacientes com diagnóstico patológico claro da enfermidade, que ainda não haviam sido submetidos a cirurgia ou quimioterapia.

De junho de 2020 a agosto de 2021, 109 amostras de fezes foram coletadas desses pacientes com CCR pré-operatório que visitaram o Departamento de Cirurgia Colorretal e Anal do Hospital of Joint Logistics Support Force of Chinese People’s Liberation Army. Destes, 38 casos eram de câncer de cólon e 71 de câncer retal. Assim, participaram do experimento 67 homens e 42 mulheres com idades entre 36 e 88 anos.

A fim de fazer as análises da microbiota, foram coletadas amostras de fezes dos voluntários e realizado o sequenciamento do gene 16s rRNA e a análise linear pelo tamanho do efeito (LEfSe, do inglês Linear Discriminant analysis Effect Size). A meta era determinar a diversidade e abundância da microbiota intestinal nas diferentes síndromes da MTC.

Resultados

Os pesquisadores coletaram todos os dados da microbiota em cinco grupos diferentes de síndromes da MTC. Dessa forma, resumiram os 10 principais microrganismos intestinais em abundância em nível de filo e os 30 principais microrganismos intestinais em abundância de microbiota em nível de gênero. No nível do filo, a microbiota dominante era geralmente consistente entre os grupos Firmicutes, Bacteroidetes, Proteobacteria, Actinobacteria e Verrucomicrobiota representavam mais de 95% de cada grupo. “No nível de gênero, obtivemos resultados semelhantes aos do filo da microbiota intestinal em pacientes com CCR com diferentes síndromes de MTC”, relatam os autores. Além disso, houve diferenças significativas na proporção da composição de espécies entre a microbiota intestinal em pacientes com CCR com diferentes síndromes de MTC.

Assim, a análise identificou que os pacientes classificados com a Síndrome de Umidade-Calor tinham a microbiota composta por Dialister sp Marseille, uma nova espécie do gênero Dialister e da família Veillonellaceae. Em contrapartida, a microbiota representativa dos voluntários com Síndrome de Estase e Obstrução por Veneno foi a Oscillospirales, uma família de bactérias da classe Clostridia.

Já a bactéria representante da microbiota dos classificados com a Síndrome de Estagnação do Qi por Deficiência do Baço foi a Selenomonadaceae, da ordem de bactérias dentro da classe Negativicutes, enquanto a microbiota representativa dos pacientes com Síndrome de Deficiência de Yin do Fígado e do Rim era composta por Dialister.

Por fim, a microbiota do grupo com Síndrome de Deficiência de Qi e Sangue continha Akkermansia muciniphila. Esta bactéria, identificada em 2004, vem sendo investigada em relação à sua aplicação em probióticos terapêuticos devido à alta universalidade e riqueza em quase todas as fases da vida.

Futuros marcadores

“Comprovamos que existem diferenças significativas na microbiota intestinal entre as síndromes da medicina tradicional chinesa em pacientes com a doença. As cinco bactérias destacadas podem ser marcadores diferenciais no câncer colorretal”, apontam os pesquisadores no estudo. De acordo com os autores, essa diferenciação das síndromes não é apenas o princípio primário no diagnóstico e tratamento de doenças pela metodologia chinesa, mas também a premissa do tratamento individualizado.

Isso porque, a microbiota intestinal está em contato próximo com os tumores deste tipo de câncer e existe um equilíbrio dinâmico entre o corpo humano e a microbiota intestinal. Portanto, os cientistas seguem a explorar tratamentos e novas descobertas que visam beneficiar os pacientes com câncer colorretal. O artigo foi publicado em 2023 no jornal Heliyon – doi: 10.1016/j.heliyon.2023.e21057.

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