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Infecção pelo vírus HIV

• Saúde

Casos de HIV entre idosos é alarmante

Escrito por: Fernanda Ortiz

A longevidade é uma conquista a ser celebrada. Graças aos avanços na medicina e à adoção de hábitos de vida saudáveis, as pessoas estão vivendo mais e melhor. Entretanto, o aumento da expectativa de vida é acompanhado por obstáculos significativos, entre eles o cuidado com a saúde ao longo dos anos. Entre as doenças crônicas da população idosa está a infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV, na sigla em inglês), que ainda é um problema para a saúde pública no Brasil. De acordo o último Boletim Epidemiológico sobre HIV/AIDS do Ministério da Saúde, em um período de 10 anos o número de idosos que testaram positivo para HIV quase quadruplicou. De 360 casos em 2011, o número de diagnósticos saltou para 1.517 em 2021.  Em relação à mortalidade, o aumento foi de 32,8%, passando de 4,3 óbitos/100 mil habitantes em 2011, para 5,7 em 2021.

Para o médico geriatra Marco Túlio Cintra, presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), esses dados preocupantes reforçam a necessidade de medidas preventivas. “Garantir o diagnóstico precoce e o acesso aos tratamentos contínuos e especializados para a população 60+ é necessário e urgente”, observa. Isso inclui reforçar a adesão à terapia antirretroviral (TARV), o tratamento de infecções oportunistas e o acompanhamento regular com profissionais de saúde capacitados. Evidentemente, a saúde mental e emocional desses indivíduos também deve ser priorizada. O médico reforça, ainda, que o estigma social relacionado ao HIV e à aids pode afetar a autoestima e o bem-estar psicológico do idoso, causando isolamento, ansiedade e depressão.

A síndrome da imunodeficiência adquirida (aids, do inglês Acquired Immune Deficiency Syndrome) é a doença causada pela infecção do vírus HIV (em estágios avançados), que ataca o sistema imunológico. Esse vírus é capaz de alterar o DNA das células e fazer cópias idênticas. Ao se multiplicar, rompe os linfócitos em busca de outros para propagar infecção. “Esse ataque enfraquece o organismo, fazendo com que se torne vulnerável a outras infecções”, esclarece o geriatra. De acordo com a prática clínica, a pessoa apresenta sintomas ou sinais semelhantes a uma gripe comum. Entre os exemplos estão febre, dor de cabeça, cansaço, erupção cutânea e inflamação na garganta. Por isso, os sintomas podem dificultar o diagnóstico precoce.

Fatores de risco

Assim como ocorre com outras enfermidades que envolvem a população idosa, o aumento dos casos de HIV tem causas multifatoriais. De acordo com o geriatra, a principal causa está relacionada ao baixo uso de preservativos por não existir ‘preocupação com uma possível gravidez’. “Os profissionais da saúde precisam reforçar para essa faixa etária que o preservativo não é apenas um método contraceptivo. Mas, também, uma alternativa bastante eficaz para evitar a infecção pelo vírus HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis pela relação sexual”, orienta.

Para o médico, mesmo com o aumento significativo do número de testes e diagnósticos nas últimas décadas, as informações sobre testagem são divulgadas de forma insuficiente. E isso também contribui para a detecção tardia. Além disso, os sintomas – mesmo que evidentes – geralmente são tratados como suspeita de outras doenças, entre as quais o câncer. “Infelizmente, a doença segue como tabu dentro de muitos consultórios. Portanto, essa dinâmica precisa mudar, a começar pela desmistificação de que idosos não tenham mais libido nem uma vida sexual ativa”, destaca.

Diagnóstico e cuidados

O diagnóstico da infecção pelo HIV é feito a partir da coleta de sangue para realização de testes rápidos ou laboratoriais que detectam os anticorpos contra o vírus. O geriatra explica que, através dos testes rápidos, é possível obter um resultado em cerca de 30 minutos. Outra opção são os autotestes de HIV – ofertados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) – em que o indivíduo pode coletar sua própria amostra (fluido oral ou sangue) e interpretar o resultado. “Ao descobrir o diagnóstico, a reação da pessoa idosa geralmente é de negação, raiva, perplexidade ou tristeza. Portanto, este é o momento de acolher sem qualquer tipo de julgamento”, enfatiza.

O especialista explica que as terapias antirretrovirais permitem controlar a carga viral. No entanto, o uso desses medicamentos entre os idosos pode contribuir para o desenvolvimento e/ou agravamento de comorbidades e doenças crônicas. “Nestes casos, a solução é adaptar o tratamento e escolher fármacos que não prejudiquem, por exemplo, o funcionamento dos rins, do coração ou dos ossos. Por meio do ajuste de medicamentos e dosagens, o principal objetivo é não prejudicar a efetividade da terapia antirretroviral”, finaliza.

Campanha Dezembro Vermelho

Instituída pela Lei  13.504/2017, a campanha Dezembro Vermelho marca uma grande mobilização nacional na luta contra o vírus HIV, a aids e outras infecções sexualmente transmissíveis no Brasil. O objetivo é conscientizar, reduzir o preconceito e reforçar ações para a prevenção, o diagnóstico, a assistência e a garantia dos direitos das pessoas portadoras do vírus HIV.

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