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Saúde das mulheres na menopausa

• Probióticos

Benefício dos probióticos na menopausa

Escrito por: Adenilde Bringel

Descobertas recentes sugerem que a menopausa pode estar associada à disbiose na composição da microbiota em diferentes locais, ou seja, intestinal, vaginal e oral. Segundo alguns autores, esse desequilíbrio pode desempenhar um papel na patogênese de doenças relacionadas a essa fase da vida. Por exemplo, osteoporose, câncer de mama, hiperplasia endometrial, periodontite e doenças cardiometabólicas. Para avaliar de forma mais aprofundada esses achados, pesquisadores italianos desenvolveram um artigo de revisão científica que investiga o papel fundamental da microbiota na saúde das mulheres na menopausa.

Os estudos analisados na revisão mostram que, em particular, a microbiota saudável pode aumentar a absorção intestinal de cálcio, prevenindo a osteoporose; está associada à redução do risco de câncer de mama e hiperplasia endometrial tipo 1; e reduz a inflamação gengival e a periodontite. Além disso, afeta beneficamente vários fatores de risco cardiometabólicos – a exemplo de obesidade, inflamação, metabolismo de glicose e lipídios no sangue.

Em geral, a terapia de reposição hormonal é o tratamento mais recomendado na menopausa, e alguns estudos indicam que a isoflavona da soja também pode ajudar, por ter ação semelhante ao estrogênio – principalmente para o controle dos fogachos. Porém, mais recentemente, cientistas tentam comprovar as evidências sobre a suplementação de probióticos como estratégia terapêutica na menopausa.

Por isso, os autores do artigo ‘Probiotics and prebiotics: any role in menopause-related diseases?’ também discutiram as evidências sobre os efeitos da suplementação de probióticos em mulheres na pós-menopausa. O objetivo era avaliar se esses microrganismos poderiam ser usados como estratégia terapêutica para a prevenção ou o tratamento de doenças relacionadas a esse período da vida da mulher.

De acordo com os cientistas, diferentes mecanismos concorrem para determinar os efeitos benéficos dos probióticos em doenças humanas, incluindo as comorbidades da menopausa. Já está demonstrado, por exemplo, que os probióticos melhoram a função da barreira intestinal, Além disso, modulam as respostas imunitárias e geram substâncias biologicamente ativas através da metabolização de moléculas endógenas ou de moléculas ingeridas com alimentos, entre outros benefícios.

Os efeitos imunomoduladores e anti-inflamatórios dos probióticos, assim como a sua capacidade de normalizar a permeabilidade da mucosa intestinal, podem explicar parcialmente os efeitos benéficos em algumas das comorbidades da menopausa, a exemplo de osteoporose e periodontite. “Ao reduzir os níveis plasmáticos de citocinas, os probióticos também podem impactar positivamente no risco cardiovascular”, argumentam.

Nesse sentido, um mecanismo adicional importante que pode ser responsável pelos efeitos benéficos dos probióticos no risco cardiovascular na menopausa está relacionado à sua capacidade de desconjugar sais biliares, Um exemplo é o ácido litocólico, que atua como um ‘detergente’ para solubilizar as gorduras para absorção. Os probióticos também podem melhorar a resistência à insulina via ácidos graxos de cadeia curta e, portanto, contribuit ainda mais para reduzir o risco cardiovascular.

No entanto, os autores afirmam que a suplementação oral de probióticos para o tratamento da disbiose relacionada à menopausa requer mais esclarecimentos para confirmar que interfere na saúde das mulheres na menopausa. O artigo na íntegra está publicado no periódico Current Nutrition Reports em 2023.

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