Customize Consent Preferences

We use cookies to help you navigate efficiently and perform certain functions. You will find detailed information about all cookies under each consent category below.

The cookies that are categorized as "Necessary" are stored on your browser as they are essential for enabling the basic functionalities of the site. ... 

Always Active

Necessary cookies are required to enable the basic features of this site, such as providing secure log-in or adjusting your consent preferences. These cookies do not store any personally identifiable data.

Functional cookies help perform certain functionalities like sharing the content of the website on social media platforms, collecting feedback, and other third-party features.

Analytical cookies are used to understand how visitors interact with the website. These cookies help provide information on metrics such as the number of visitors, bounce rate, traffic source, etc.

Performance cookies are used to understand and analyze the key performance indexes of the website which helps in delivering a better user experience for the visitors.

Advertisement cookies are used to provide visitors with customized advertisements based on the pages you visited previously and to analyze the effectiveness of the ad campaigns.

Logo Yakult 90 anos - Site
enptes
Os microrganismos produzem inúmeros metabólitos

• Microbiota

Transplante de microbiota para diminuir a disbiose

Escrito por: Fernanda Ortiz

Os trilhões de microrganismos que colonizam o trato gastrointestinal afetam significativamente a homeostase e a saúde. Isso ocorre porque esses microrganismos produzem inúmeros metabólitos que influenciam a barreira intestinal, assim como o equilíbrio orgânico. Dessa forma, beneficiam o metabolismo, a imunidade, a nutrição e as funções anti-inflamatórias e antitumorais, dentre outros fatores. Entretanto, quando há um desequilíbrio entre esses microrganismos comensais e patogênicos as funções normais são prejudicadas e pode ocorrer uma disbiose intestinal. Foco de inúmeros estudos, o transplante de microbiota fecal (TMF) se apresenta como uma nova modalidade para remodelar o microbioma intestinal.

De acordo com os autores do artigo de revisão ‘The gut microbiome dysbiosis and regulation by fecal microbiota transplantation: umbrella review’, a disbiose de 479 microrganismos intestinais está associada a 117 doenças gastrointestinais e extraintestinais. “Apesar de múltiplos mecanismos interagirem para causar doenças, em muitas delas a disbiose é uma etiologia importante”, argumentam. Para exemplificar, os cientistas citam o câncer colorretal, a doença de Crohn, a colite ulcerativa e a doença de Parkinson, entre outras. Dentre os micróbios intestinais que mais apresentam disbiose, o estudo cita Firmicutes (filo), Bacteroides (gênero), Bacteroidetes (filo) e Prevotella (gênero). Esses microrganismos foram associados, respectivamente, a 34, 30, 29 e 27 enfermidades.

Dessa forma, o transplante de microbiota fecal tem como objetivo restaurar a diversidade e a função do microbioma. Essa modalidade de tratamento é feita através da transferência de fezes de doadores saudáveis – que contêm viromas e microbiomas. Todo esse ecossistema microbiano é rico em espécies que aumentam a diversidade, melhoram as redes microbianas e a microbiota central. “Por isso, a terapêutica tem sido amplamente estudada para pesquisas e uso clínico”, acentuam os autores.

Abrangência

Nesta revisão abrangente, os autores identificaram meta-análises de alta qualidade avaliando o transplante de microbiota fecal para 13 doenças. Por exemplo, a evidência foi de qualidade geral alta ou moderada para colite ulcerativa; enquanto foi moderada a baixa ou muito baixa para doença de Crohn e muito baixa para bolsite crônica (processo inflamatório inespecífico).

Em contrapartida, evidências de baixa qualidade apoiaram o transplante para infecção por Clostridium difficile e síndrome do intestino irritável relacionadas à doença inflamatória intestinal (DII), assim como para a descolonização de bactérias resistentes a antibióticos. “Além disso, apesar de evidências muito baixas, o transplante pode ajudar na obesidade e na síndrome metabólica”, sugerem os autores.

Mais evidências

Apesar dos benefícios e resultados apresentados na meta-análise, ainda são necessárias evidências mais robustas para fortalecer as recomendações. Para os autores, alguns resultados analisados basearam-se em estudos observacionais ou pequenas amostras, introduzindo riscos de enviesamento e heterogeneidade – o que limita a qualidade da evidência. Além disso, outros caminhos permanecem inexplorados como, por exemplo, otimizar os parâmetros do transplante fecal. “Primordialmente, isso inclui preparação, via de entrega, tipo de doador, dosagem e preparo comensal por meio de padronização e inovação”, elencam.

Portanto, pesquisas futuras devem explorar a causalidade das doenças intestinais, medir a disbiose, identificar os mecanismos da doença e os efeitos moleculares do procedimento. Para os autores, melhorar a padronização, inovação e entrega do FMT aumentará sua eficácia, segurança e indicações. No entanto, ainda são necessários estudos grandes e rigorosos para apoiar a expansão do uso.

DIREITOS RESERVADOS ®
Proibida a reprodução total ou parcial sem prévia autorização da Companhia de Imprensa e da Yakult.

Matérias da Edição

• Mais sobre Microbiota