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A alopecia e a microbiota intestinal

• Microbiota

Possível conexão entre microbiota e alopecia

Escrito por: Fernanda Ortiz

Causa mais comum da perda de cabelos, a alopecia androgenética (AGA) é caracterizada por um afinamento progressivo dos fios em áreas específicas da cabeça, influenciado por fatores genéticos e hormonais. Achados científicos anteriores sugeriram uma possível conexão entre a doença e o microbiota intestinal. Entretanto, ainda se desconhecem os fatores genéticos que impulsionam essa relação. Para aprofundar tais estudos, pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Xiamen, na China, realizaram uma análise de Randomização Mendeliana (MR) para investigar a potencial associação causal.

Uma investigação de RM de duas amostras foi utilizada para aprofundar a complexa interação entre a microbiota intestinal e a alopecia androgenética. O  método utiliza a variação medida em genes de função conhecida para examinar o efeito causal de uma exposição modificável a doença. As informações sobre 211 táxons microbianos intestinais (fontes de análise) foram obtidas do consórcio MiBioGen. Já as estatísticas resumidas dos estudos de associação genômica ampla (GWAS) para AGA foram obtidas do biobanco FinnGen, que incluiu 195 casos e 201.019 controles. “Várias abordagens analíticas, incluindo ponderação de variância inversa (IVW), mediana ponderada, MR-Egger, modo ponderado e modo simples foram empregadas para avaliar o impacto causal da microbiota intestinal na doença”, relatam os autores. Além disso, análises de sensibilidade foram posteriormente realizadas para afirmar a robustez dos resultados.

O trabalho investigou a complexa ação da microbiota intestinal na doença, revelando esclarecimentos significativos sobre como influência a AGA. “Nossas descobertas destacam especificamente o papel protetor de certos microrganismos, como a família Acidaminococcaceae e os gêneros Anaerofilum e Ruminiclostridium 9, na AGA”, apontam os pesquisadores. Por outro lado, gêneros como Olsenella Ruminococcaceae UCG-004 e Ruminococcaceae UCG-010 foram identificados como fatores de risco associados à AGA. De acordo com os autores, a Ruminococcaceae é uma família de bactérias que pertence à Bacillota. Este é um dos principais filos bacterianos observados no microbioma humano que desempenha papel importante em vários processos fisiológicos.

Evidências

Ao estabelecer uma ligação entre a doença e a microbiota intestinal específica, o estudo oferece evidências para a identificação de probióticos direcionados com mais precisão. Os autores concluem que esta abordagem analítica não só é promissora para o desenvolvimento de estratégias eficazes de prevenção, controle, reversão e intervenção para a doença, mas também oferece insights inovadores sobre os mecanismos subjacentes através da lente da microbiota intestinal.

“Contudo, os complexos mecanismos fisiológicos subjacentes a essa relação extrapolam o âmbito dos modelos mais simplistas analisados no estudo”, ressaltam. Portanto, os esforços de investigação subsequentes devem centrar-se na identificação de mecanismos potenciais para aprofundar a compreensão da AGA para medidas preventivas. O artigo ‘Roles of gut microbiota in androgenetic alopecia: insights from Mendelian randomization analysis’ foi publicado em abril de 2024 na revista Frontiers.

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