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Dieta saudável e expectativa de vida

• Nutrição

Dieta saudável aumenta expectativa de vida

Escrito por: Elessandra Asevedo

Um estudo publicado recentemente afirma que uma dieta saudável pode adicionar até 13 anos à vida de cada indivíduo. Os autores do trabalho criaram um modelo do que poderia acontecer com a longevidade do homem e da mulher se substituíssem a dieta típica ocidental por uma dieta otimizada. Enquanto a dieta ocidental é focada em carne vermelha e alimentos processados, a dieta otimizada é rica em frutas, vegetais, legumes, grãos integrais, sementes, azeite de oliva e fibras, entre outros alimentos saudáveis.

Para modelar o impacto futuro da mudança de dieta de um indivíduo, os pesquisadores da Noruega usaram meta-análises e dados existentes do estudo Global Burden of Disease. Este banco de dados rastreia 286 causas de morte, 369 doenças e lesões e 87 fatores de risco em 204 países e territórios ao redor do mundo. Os cientistas observaram que a mudança sustentada de uma dieta típica ocidental para a dieta ideal a partir dos 20 anos de idade aumentaria a expectativa de vida em mais de uma década para mulheres (10,7 anos) e 13 anos para os homens dos Estados Unidos.

Os maiores ganhos seriam obtidos com o amplo consumo de leguminosas, grãos integrais e oleaginosas, e menos carne vermelha e carne processada. A mudança de uma dieta típica para uma dieta otimizada aos 60 anos aumentaria a expectativa de vida em oito anos para mulheres e 8,8 anos para homens, enquanto indivíduos de 80 anos ganhariam 3,4 anos de vida. Já a mudança de uma dieta ocidental típica para uma dieta de abordagem de viabilidade aumentaria a expectativa de vida de mulheres de 20 anos em 6,2 anos e 7,3 anos para homens. Desta forma, contribuiria para a longevidade do homem e da mulher.

A médica endocrinologista Claudia Chang, pós-doutora em Endocrinologia e Metabologia e membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), afirma que não é novidade que se alimentar bem é fundamental para a saúde. “Principalmente quando a estimativa é de que os fatores de risco dietéticos causam 11 milhões de mortes anualmente, no mundo todo”, acentua.

Expectativa X realidade

Entretanto, todo indivíduo tem necessidades diferentes para cada período da vida. Para as mulheres acima dos 40 anos, por exemplo, é essencial incluir na dieta cálcio, vitamina B12, potássio, vitamina B6, magnésio, vitamina D e ômega 3, nutrientes encontrados em vários alimentos. Além disso, quando uma pessoa tem o metabolismo baixo, a alimentação tem de ser muito mais controlada em comparação a um indivíduo com metabolismo alto. Restringir demais a alimentação pode contribuir para a perda de massa muscular, reduzindo o metabolismo a longo prazo.

De acordo com a endocrinologista Claudia Chang, o organismo gasta mais energia na digestão de proteína, se comparado à gordura ou ao carboidrato, por exemplo. “Portanto, a dieta deve ser otimizada com o acompanhamento de um especialista que, de acordo com as necessidades individuais, irá orientar quais alimentos consumir, as porções diárias e até mesmo a viabilidade de introduzir uma suplementação vitamínica”, argumenta. O estudo ‘Changes in life expectancy and disease burden in Norway, 1990–2019: an analysis of the Global Burden of Disease Study 2019 foi publicado em 2022 no periódico PLOS Medicine – doi.org/10.1016/S2468-2667(22)00092-5.

Dados preocupantes

De acordo com os dados do Inquérito Telefônico de Fatores de Risco para Doenças Crônicas Não Transmissíveis em Tempos de Pandemia (Covitel) 2023, 56,8% da população brasileira está acima do peso – um aumento de quase 10% em relação a 2022. Dados do levantamento mostram que aproximadamente 6,7 milhões de brasileiros são obesos, representando uma ameaça significativa para a saúde pública. A obesidade grau I afeta 20% da população, enquanto a obesidade grau II já acomete 7,7% dos brasileiros. Além disso, o sobrepeso atinge 31% da população (aproximadamente 6,72 milhões). O Covitel é um inquérito de âmbito nacional com informações sobre atividade física, alimentação, saúde mental, estado de saúde, hipertensão arterial e diabetes, além de outras relacionadas ao consumo de álcool e de tabaco. O levantamento foi feito nas cinco grandes regiões do País e envolve a população com 18 anos ou mais.

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