Inovação no tratamento de arritmias cardíacas

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Inovação no tratamento de arritmias cardíacas

Escrito por: Fernanda Ortiz

Caracterizada por alterações nos batimentos do coração, a arritmia cardíaca é uma das condições mais comuns no mundo. A principal linha de tratamento são as ablações, procedimento feito por meio de cateteres. De forma minimamente invasiva, o cateter aplica a energia que aquece ou resfria a área doente do coração, responsável pelas arritmias. Ainda pouco utilizada no Brasil, uma nova tecnologia chamada Mapa Eletroanatômico por Impedância permite que a ablação seja feita com maior precisão pelo cardiologista. Assim, oferece ainda mais segurança ao paciente.

O Mapa Eletroanatômico com foco na Impedância local permite que o médico mapeie as células do coração durante o procedimento com mais um parâmetro. “O mapa de impedância presente neste equipamento possibilita entender a posição do cateter e se o procedimento de lesão nas células causadoras da arritmia foi efetivo”, explica o médico cardiologista e arritmologista Nilton Carneiro, do Hospital Santa Catarina, em São Paulo.

Com uma taxa de sucesso de 80%, o procedimento já está disponível no rol das empresas de saúde suplementar. Porém, essa opção terapêutica ainda não está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). No entanto, nem todos os pacientes com arritmias estão aptos para essa opção de tratamento. “A indicação depende das condições clínicas do paciente, como gravidade, idade e comorbidades, com objetivo de minimizar os riscos intrínsecos ao procedimento”, observa o médico. 

Vantagens

Por ser um procedimento minimamente invasivo, o período de internação é extremamente curto, com alta prevista um dia após a realização. A recuperação também é rápida, permitindo que o paciente retome sua rotina em, no máximo, uma semana. “Após a alta, o paciente segue sendo monitorado por meio de consultas, exames regulares e medidas preventivas para evitar uma nova ocorrência”, detalha o cardiologista.

Incidência

No Brasil, dados recentes da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (Sobrac) apontam que mais de 20 milhões de pessoas sofrem algum subtipo da doença. Assim, a condição pode ser sintoma de algum problema físico, psicológico ou, ainda, fruto de um desequilíbrio do próprio órgão. A arritmia cardíaca é responsável por mais de 320 mil mortes súbitas todos os anos no País. Portanto, o Mapa Eletroanatômico por Impedância torna-se mais uma importante inovação no tratamento de arritmias cardíacas.

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