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Paralisia infantil é comum na infância

• Saúde

Tratamento adequado da paralisia cerebral

Escrito por: Elessandra Asevedo

A paralisia cerebral é a deficiência mais comum na infância, afetando o movimento e a postura. De acordo com a organização World Cerebral Palsy Day, mais de 17 milhões de pessoas vivem com a condição no mundo e, no Brasil, são pelo menos 30 mil novos casos por ano. Muitas pessoas com paralisia cerebral têm outras necessidades relacionadas à visão, audição, comunicação e mobilidade, sendo que o impacto pode variar desde uma fraqueza em uma das mãos até uma quase completa falta de movimento voluntário.

A paralisia cerebral é decorrente de uma lesão de um cérebro que está em desenvolvimento e que pode acontecer desde o início da gestação por conta de traumas, malformações ou até mesmo durante o parto por alguma intercorrência. De acordo com a médica neurologista pediátrica Elisabete Coelho Auersvald, do Hospital Pequeno Príncipe, no Paraná, nos primeiros anos de vida a paralisia pode acontecer por infecções como a meningite ou por traumas.

Por ser uma condição permanente e sem cura, o diagnóstico rápido e a intervenção precoce constituem o principal tratamento. “Esses fatores são determinantes para garantir um melhor desenvolvimento psicomotor e uma melhor a qualidade de vida já durante a primeira infância”, afirma. Por isso, é importante a atuação de uma equipe multidisciplinar para um tratamento adequado do problema.

Cuidados

Um tratamento multidisciplinar com neurologistas, ortopedistas, fonoaudiólogos e psicopedagogos é essencial para promover uma vida melhor para todas as crianças com paralisia cerebral. Embora seja a deficiência mais comum na infância, é uma condição persistente, mas não progressiva. “No entanto, as habilidades da criança só vão progredindo à medida que novos processos são instigados. Dessa forma, os profissionais da saúde devem sempre guiar ações visando a atender às metas funcionais dessas crianças”, enfatiza.

A neurologista Elisabete Coelho Auersvald destaca, ainda, que pacientes com paralisia cerebral podem ter independência e uma ótima qualidade de vida. “A paralisia não tem cura, mas as pessoas podem ter uma vida muito produtiva e satisfatória, contanto que tenham o apoio e as adaptações adequadas”, garante.

Classificações da paralisia cerebral

O comprometimento dos sistemas neuromuscular, musculoesquelético e sensorial é característico da paralisia cerebral. Conforme a disfunção motora atribuída a cada paciente com esse diagnóstico e o local da lesão cerebral, é possível classificar a doença, que é dividida em três principais tipos.

  • Paralisia cerebral espástica: neste tipo, que representa de 70% a 80% dos casos, os músculos são rígidos e fracos, podendo afetar o movimento de braços e pernas. Problemas de visão, como estrabismo, e a marcha em tesoura – quando a criança se desloca com uma perna à frente da outra – também são possíveis nesse quadro.
  • Paralisia discinética ou hipotônica: o movimento involuntário é característico.
  • Paralisia atáxica: afeta o equilíbrio e a coordenação, junto de um tremor nos movimentos.

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