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Um grave problema de saúde pública

• Tecnologia

Teste para detectar leishmaniose visceral

Escrito por: Elessandra Asevedo

A leishmaniose visceral (LV) é uma doença negligenciada considerada um grave problema de saúde pública, especialmente em países endêmicos, incluindo o Brasil. A doença causa uma infecção sistêmica que afeta órgãos como baço, medula óssea, fígado e gânglios linfáticos, e pode ser fatal quando não tratada adequadamente. Os cientistas têm constatado cada vez mais casos de coinfecção por dois diferentes protozoários: Leishmania infantum e Crithidia.

A fim de ajudar a diminuir essas infecções, pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) desenvolveram um teste do tipo PCR. O exame analisa o material genético contido na amostra e leva menos de duas horas para ser concluído. Dessa forma, será possível acelerar e facilitar a distinção entre os dois protozoários. Além disso, possibilitará encontrar o melhor medicamento para um tratamento mais eficiente desse grave problema de saúde pública.

A pesquisa ‘Parasite Detection in Visceral Leishmaniasis Samples by Dye-Based qPCR Using New Gene Targets of Leishmania infantum and Crithidia’ é baseada em um teste que avalia o material genético dos parasitas, tanto diretamente dos vetores quanto nos tecidos de pessoas e animais, como cães e gatos. Essas amostras são obtidas in vitro e in vivo, coletadas de hospedeiros por meio de biópsias de pele ou aspirados de medula óssea.

O resultado aponta que o método foi altamente preciso na identificação e quantificação de L. infantum e Crithidia. Além da eficácia do teste, os pesquisadores identificaram que a infecção por Crithidia é mais frequente do que era esperado. Portanto, a coinfecção pelos dois protozoários parece ocorrer principalmente nos casos mais graves.

“Com as ferramentas de biologia molecular há um foco na detecção, identificação e quantificação mais robusta e precisa de material genético de protozoários em amostras de hospedeiros”, explica a professora doutora Sandra Regina Costa Maruyama, do Programa de Pós-Graduação em Genética Evolutiva e Biologia Molecular (PPGGEv) da UFSCar. Embora já existam outros métodos moleculares de identificação de espécies, estes costumam envolver o sequenciamento do DNA da amostra. De acordo com a coordenadora do estudo, esse processo é mais trabalhoso, lento e custoso.

Padronização

Os testes rápidos utilizados no sistema de saúde não detectam diretamente o parasita, mas sim os anticorpos produzidos. Entretanto, no ensaio da UFSCar o teste foi projetado e padronizado com sequências-alvo específicas para as espécies Leishmania infantum e Crithidia, tanto em amostras experimentais como clínicas. Dessa forma, qualquer laboratório de diagnóstico capacitado com equipamento de qPCR – que se tornou mais acessível durante a pandemia de Covid-19 – poderia realizar esse teste. “A técnica pode ser útil para estudos epidemiológicos, monitoramento de carga parasitária e acompanhamento terapêutico”, afirma a pesquisadora.

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