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Deficiência auditiva gera impacto com a idade

• Saúde

Perda auditiva afeta população mundial

Escrito por: Elessandra Asevedo

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que quase 2,5 bilhões de pessoas em todo o mundo ─  uma a cada quatro ─ viverão com algum grau de perda auditiva até 2050. Destes, pelo menos 700 milhões precisarão de acesso a cuidados auditivos e a outros serviços de reabilitação, a menos que sejam tomadas medidas preventivas. A deficiência auditiva gera um impacto importante no índice de qualidade de vida, levando à incapacidade para o trabalho e para a realização de atividades cotidianas. Por isso, a OMS colocou a surdez como uma das cinco prioridades para este século.

Especialistas apontam que a revolução da longevidade é um fator que contribui para a relevância da surdez, pois o avanço da idade implica na perda natural de audição. Outro fator é o impacto do trauma acústico, ou seja, danos causados ​​ao sistema auditivo devido à exposição a sons intensos que podem acarretar lesões permanentes. Neste contexto, fones de ouvido e lugares barulhentos ou com forte ruído são os grandes vilões.

Dessa forma, a população mais jovem é a maior vítima, justamente pela predisposição ao uso de fones de ouvido e a locais com som muito alto. “Atualmente, temos observado um aumento do número de jovens que vão ao consultório reclamando de perda auditiva. E a causa principal é o uso de fones de ouvido com volume de som muito alto e tempo prolongado de uso”, afirma o professor titular de Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), Ricardo Ferreira Bento.

De acordo com o otorrinolaringologista, além do uso frequente de fones de ouvido com volume muito elevado, parte da população brasileira também tem o hábito de ouvir som alto em carros e, mais recentemente, com uso de caixas sonoras móveis. “Com isso, muitas pessoas acabam sendo prejudicadas pela poluição sonora mesmo que não estejam dentro do grupo que está fazendo barulho”, acentua o médico, que também é membro da Lancet Commission for Global Hearing Loss (Comissão Global Lancet para Perda Auditiva).

Prevenção

Como as cidades tendem a ter muita poluição sonora, a sugestão é que a população faça exames de audiometria com alguma frequência para detectar perdas o mais precocemente possível. Essa detecção pode ajudar a prevenir complicações adicionais e melhorar a qualidade de vida daqueles que são afetados pela perda auditiva. Além disso, os médicos e fonoaudiólogos recomendam manter o volume baixo, usar tampões em locais barulhentos, limitar o tempo exposto a atividades ruidosas e usar aplicativos de monitoração de ruído sonoro.

Ações concretas

De acordo com a OMS, muitas vezes a falta de informações precisas em relação às doenças do ouvido e à perda auditiva impedem as pessoas de terem acesso a cuidados. Além disso, o acesso a cuidados auditivos é mal mensurado e documentado e faltam indicadores relevantes no sistema de informação em saúde. No entanto, a lacuna mais gritante na capacidade dos sistemas de saúde está nos recursos humanos.

Uma vez que a deficiência auditiva gera impacto na vida das pessoas, a OMS se reuniu com profissionais que trabalham com surdez para o desenvolvimento de manuais com redirecionamento de estratégias de políticas públicas de prevenção, tratamento e reabilitação da surdez. Essas ações envolvem os três níveis de atendimento: primário, secundário e terciário.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que 5% da população brasileira apresenta alguma deficiência auditiva. Assim, o Brasil possui uma comunidade de mais de 10 milhões de pessoas com deficiência auditiva em algum grau de severidade, sendo 2,7 milhões com surdez total.

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