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Vigilância em nível global

• Tecnologia

Inteligência pandêmica visa monitorar ameaças

Escrito por: Elessandra Asevedo

O Hub for Pandemic and Epidemic Intelligence (Centro de Inteligência sobre Pandemias e Epidemias) faz parte do Programa de Emergências Sanitárias da Organização Mundial da Saúde (OMS). Criado em setembro de 2021, visa responder às fraquezas na forma como os países detectam, monitoram e gerenciam ameaças à saúde pública. Além disso, tem o objetivo de informar sobre a tomada de decisões sobre questões políticas mais amplas para mitigar essas ameaças. O Brasil é representado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) que passa a colaborar com a iniciativa no desenvolvimento e na expansão de ferramentas de vigilância em nível global.

O hub quer identificar ferramentas cujos componentes possam ser adaptados e utilizados para outras situações e países com sistemas de vigilância diferentes. Com a parceria, há a possibilidade de identificar elementos dos trabalhos desenvolvidos pela Fiocruz que possam ser ajustados e combinados a outros, de forma colaborativa, que atenda à necessidade de determinados países e faça a vigilância em nível global.

Entre as tecnologias, a Fiocruz deseja incluir no plano de trabalho a possibilidade de adaptar o Sistema de Alerta Precoce para Surtos com Potencial Epi-Pandêmico (Aesop) para ser testado em um país africano e outro latino-americano. A plataforma permite rastrear, em um único sistema, surtos em estágio inicial. Além disso, integra dados coletados da atenção primária com outras fontes de dados de saúde, ambientais e sociodemográficos, incluindo venda de medicamentos e rumores nas redes sociais. O sistema utiliza inteligência artificial e técnicas de machine learning para identificar áreas de espalhamento de doenças.

Tecnologias brasileiras

Outras plataformas desenvolvidas pela Fiocruz têm sido consideradas estratégicas para contribuição no campo da vigilância em nível global em saúde. Por exemplo o Cidacs Clima, plataforma de dados climáticos, ambientais e de saúde. Embora ainda esteja em estágio inicial de desenvolvimento, a plataforma busca integrar dados climáticos e de ecossistemas, socioeconômicos, geográficos e de modelagem para responder a questões científicas sobre a interação entre saúde e clima.

Os sistemas InfoDengue e InfoGripe, desenvolvidos pelo Programa de Computação Científica (ProCC) da Fiocruz e pela Escola de Matemática Aplicada da Fundação Getúlio Vargas (EMAp/FGV), realizam o acompanhamento de arboviroses e de doenças respiratórias, respectivamente. Além disso, trabalham a partir de abordagens de vigilância que permitem o acompanhamento de infecções respiratórias severas e de arboviroses, e de modelagem, referente à produção de modelos estatísticos e computacionais para entender o comportamento dos vírus no passado e, a partir daí, estimar o comportamento futuro no curto prazo.

A Fiocruz dispõe, ainda, do Sistema de Informação em Saúde Silvestre (Siss-Geo) que faz vigilância participativa de emergências de zoonoses. A partir do registro da fauna por colaboradores presentes em todo o território brasileiro, o sistema opera por georreferenciamento e gera alertas para os gestores em tempo real, sempre que observada alguma anormalidade. Os gestores, então, levam a equipe a campo para coleta do animal e de amostras biológicas que são levadas ao laboratório para análise.

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