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• Saúde

Ceratocone afeta córneas e leva à perda da visão

Escrito por: Fernanda Ortiz

Raro, degenerativo e hereditário, o ceratocone é uma doença que se caracteriza pelo afinamento e curvatura da córnea. Ao afetar os olhos de forma assimétrica, causa progressiva perda do campo de visão, comprometendo a qualidade de vida do paciente. Dados do Ministério da Saúde apontam que a doença pode atingir cerca de 150 mil pessoas por ano no Brasil, com maior incidência entre 10 e 25 anos de idade. Para conter o avanço da doença, além de prescrição de lentes corretivas indicadas ao sinal dos primeiros sintomas, alguns casos demandam intervenções cirúrgicas e transplante de córnea para os casos mais graves.

Segundo o médico oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, presidente do Instituto Penido Burnier de Campinas, em São Paulo, e membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), a progressão do ceratocone pode ser influenciada por uma série de hábitos. “O mais comum é coçar os olhos, pois a doença fragiliza as fibras e altera a curvatura da córnea, por isso, é preciso identificar fatores que desencadeiem crises alérgicas, evitando alergênicos, fazer aplicação de compressas frias durante o dia e adotar o uso de colírio antialérgico ou anti-inflamatório com orientação médica”, sugere. Outros fatores incluem ausência de lubrificação dos olhos pelo ressecamento das lágrimas, lentes corretivas inadequadas, falta de higienização das lentes de contato e o hábito de não comparecer a consultas médicas regulares para acompanhamento.

Muitos casos de ceratocone são leves e podem ser controlados com o uso de lentes corretivas, mas, conforme a doença progride é indicado o uso de lente de contato rígida para aplanar o formato da córnea e melhorar a sensibilidade visual. Além disso, podem ser indicados – a depender de cada caso  – procedimentos para controle da progressão da doença, entre eles o crosslinking. Apesar de não curar a enfermidade, o procedimento induz a um aumento da rigidez e resistência da córnea, permitindo que não se altere com o passar dos anos. Em casos extremos, pode ser indicado o transplante de córnea que, apesar da carência dramática na doação do tecido, é a única solução para os pacientes que aguardam na fila de espera no Brasil.

O especialista afirma que a boa notícia para quem precisa de transplante é o procedimento ‘Anel de colágeno’. Desenvolvido nos Estados Unidos, é utilizado para substituir a córnea em pacientes que sofrem deficiência visual por causa do ceratocone. “O procedimento, ainda não disponível no Brasil, cria canais na córnea com o laser de femtosegundo para injetar o colágeno e abrandar as alterações no formato da córnea causadas pelo ceratocone”, detalha. Minimamente invasivo, o procedimento é realizado em um tempo de 5 a 6 minutos, sob anestesia local, e pode ser feito seis meses antes ou depois do crosslinking, mantendo o olho intacto e melhorando a sensibilidade visual.

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