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Impactos do ambiente no comportamento

• Vida Saudável

Ambientes de saúde devem ser mais humanizados

Escrito por: Fernanda Ortiz

A humanização nos serviços de saúde é uma pauta cada vez mais presente e a preocupação não se limita ao processo de treinamento e atendimento dos profissionais. Atualmente, gestores de hospitais, centros de tratamento e unidades de saúde têm investido em ambientes projetados para aumentar vínculos entre equipes, pacientes e estruturas terapêuticas. Dessa forma, os espaços contribuem para o bem-estar físico a partir de condições de convívio mais humanas, confortáveis e acolhedoras. Baseada em estudos neurocientíficos que analisam os impactos do ambiente físico no comportamento humano, a neuroarquitetura permite criar esses espaços acolhedores e amigáveis

A neuroarquitetura também ajuda a amenizar os impactos dos processos de tratamento. Afinal, ao serem mais funcionais, os ambientes proporcionam maior independência e conforto aos pacientes. “A ideia é que o ambiente hospitalar seja o mais próximo possível daqueles que o paciente está acostumado a frequentar habitualmente”, informa o neurologista Leonardo de Deus Silva, membro titular da Academia Brasileira de Neurologia e médico do Vera Cruz Hospital, em Campinas, São Paulo. Recintos com sofás e camas confortáveis, bem como uma luminosidade adequada e a escolha de cores claras, alegres e representativas podem tornar a experiência do paciente menos difícil por aumentar, principalmente, a sensação de bem-estar.

O principal objetivo da Neuroarquitetura é projetar espaços funcionais para os atendimentos, pensando em inúmeros condicionantes para a melhor recuperação do paciente. “Quando trabalhamos no desenvolvimento de espaços dedicados à saúde entramos em um conceito chamado design salutogênico. Dessa forma, interpretamos o ambiente como um dos elementos promotores do processo de cura, ou seja, é a interseção entre arquitetura, neurociência e psicologia com foco no apoio à saúde e ao bem-estar”, detalha o arquiteto Lorí Crízel, presidente da Academy of Neuroscience for Architecture (ANFA) no Brasil. O especialista também é o autor do primeiro livro do País sobre neurociência aplicada à arquitetura, design e iluminação.

A evolução dos espaços utiliza, ainda, o design biofílico com o propósito de elevar o contato dos pacientes com elementos da natureza, como água, fontes, plantas, animais, ventilação e luz naturais. Neste caso, o intuito é estimular a criatividade e a sensação de pertencimento. “Esse tipo de design também pode ser usado de forma indireta em ambientes onde não é possível usar a luz e o ar naturais”, completa o arquiteto. Além dos pacientes, a neuroarquitetura afeta positivamente as equipes administrativas, médicos, enfermeiros e demais profissionais que fazem o hospital funcionar. Ademais, auxilia familiares, amigos e cuidadores que acompanham e vivenciam todo o processo terapêutico.

Outros benefícios

Os impactos do ambiente no comportamento podem auxiliar, ainda, a deixar o tratamento menos difícil. Isso porque, sobretudo, a doença torna o indivíduo muito frágil. Ao mesmo tempo, gera ansiedade com diagnóstico, prognóstico, tratamento e, inclusive, com o desconhecido. “A partir do momento em que a estrutura hospitalar é acolhedora, o paciente ficará mais propenso a ter uma melhor recuperação, pois se sentirá mais confiante, amparado e positivo”, avalia o neurologista Leonardo de Deus Silva.

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