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• Probióticos

Simbióticos no tratamento do câncer colorretal

Escrito por: Adenilde Bringel

Atualmente, o câncer colorretal (intestino grosso/cólon e reto) causa 900 mil mortes anuais no mundo, atrás apenas do câncer de pulmão. No Brasil, o número estimado de casos novos, para cada ano do triênio de 2023 a 2025, é de 45.630 casos – risco estimado de 20,78 a cada 100 mil homens e de 21,41 a cada 100 mil mulheres, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Entre as muitas estratégias que têm sido estudadas para auxiliar o tratamento antineoplásico está o uso de probióticos (microrganismos vivos) e prebióticos, que são substratos (frutooligossacarídeos (FOS), xilooligossacarídeos (XOS), galactooligossacarídeos (GOS), inulina e frutanos) utilizados para o crescimento de bactérias da microbiota intestinal, conferindo benefícios à saúde.

Na revisão sistemática ‘Therapeutic methods of gut microbiota modification in colorectal cancer management – fecal microbiota transplantation, prebiotics, probiotics, and synbiotics’, pesquisadores poloneses detalham os vários métodos terapêuticos disponíveis atualmente para alterar a composição e a atividade da microbiota intestinal e como podem conferir benefícios para pacientes com câncer colorretal. “O desequilíbrio na microbiota intestinal promove o progresso da carcinogênese colorretal através de múltiplos mecanismos, incluindo inflamação, ativação de carcinógenos e vias tumorigênicas, bem como danos ao DNA do hospedeiro”, afirmam os autores.

Os probióticos são usados para manipular a microbiota intestinal devido à capacidade de exercer atividades anticancerígenas e antimutagênicas demonstradas em alguns estudos com a administração de Lactobacillus acidophilus DSM 13421 e Bifidobacterium bifidum. “Devido ao aumento da expressão dos miRNAs supressores de tumor e à diminuição do nível dos oncogenes após o tratamento com probióticos, concluiu-se que podem ser considerados como vantajoso para o tratamento do câncer de cólon”, ressaltam os autores.

Os probióticos também podem proteger eficazmente a barreira da mucosa intestinal em pacientes com câncer colorretal após procedimentos cirúrgicos. A constatação foi revelada em uma meta-análise de ensaios randomizados e controlados que envolveu 17 estudos, com 1.242 pacientes. “A administração de cepas probióticas também pode reduzir os efeitos colaterais da terapia anticâncer, especialmente os eventos adversos após procedimentos cirúrgicos e quimioterapia, bem como radioterapia”, sugerem os autores. Outros ensaios randomizados mostraram que os probióticos poderiam prevenir a inflamação no tratamento pós-operatório de pacientes com câncer colorretal e seriam benéficos para a recuperação cirúrgica, inclusive reduzindo quase pela metade a taxa de infecção e a incidência de pneumonia.

A quimioterapia à base de 5-fluorouracil e a radioterapia estão frequentemente associadas ao risco de diarreia. Em um ensaio randomizado, a administração de Lactobacillus rhamnosus GG reduziu o desconforto abdominal, bem como a frequência de diarreia grave em pacientes com câncer colorretal em tratamento com 5-fluorouracil. Já um ensaio duplo-cego e controlado por placebo demonstrou que a administração de VSL#3 (Lactobacillus casei, L. plantarum, L. acidophilus, L. delbrueckii, Bifidobacterium longum, B. breve, B. infantis, Streptococcus thermophilus) poderia reduzir o risco de diarreia em pacientes que receberam radioterapia pós-operatória após cirurgia para câncer sigmoide, retal ou cervical.

Os autores lembram que os prebióticos são compostos que possuem muitas propriedades, como a estimulação de bactérias intestinais indígenas benéficas, produção de ácidos graxos de cadeia curta (AGCC), modulação da resposta imune, modificação da expressão gênica em células bacterianas no ceco, cólon e fezes, aumento da absorção de micronutrientes no cólon e a modulação de enzimas metabolizadoras de xenobióticos.

“Há estudos mostrando que a inulina prebiótica enriquecida com oligofrutose em combinação com os probióticos Lactobacillus rhamnosus e Bifidobacterium lactis exerce uma atividade antitumorigênica na carcinogênese do cólon induzida por azoximetano em ratos. Há também relato de que a administração de inulina poderia reduzir o pH cecal. Deve-se enfatizar que prebióticos como GOS, lactulose e frutooligossacarídeos têm um papel potencial na prevenção do câncer colorretal”, informam. O estudo foi publicado na revista científica Gut Microbes, em 2020.

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