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Estudos mostram benefícios da curcumina à saúde

Escrito por: Elessandra Asevedo

Conhecida na culinária como condimento, a Cúrcuma longa L. (ou açafrão) também é classificada como planta medicinal. A cúrcuma contém curcuminoides, que são responsáveis pela atividade biológica no organismo. Um deles é a curcumina, que tem sido estudada nos últimos anos devido ao efeito benéfico no organismo humano tanto nos processos inflamatórios quanto no dano celular. Assim, a planta usada na culinária também tem aplicação na saúde. Pesquisas apontam a capacidade da curcumina de ajudar na saúde dos pacientes que sofrem de dor e de doenças promovidas pelos danos celulares. A ciência mostra, ainda, que pessoas saudáveis também podem se beneficiar das propriedades biológicas da curcumina para melhorar a qualidade de vida.

De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), do rizoma (caule subterrâneo) são obtidos a cúrcuma em pó, utilizada em mostardas, sopas desidratadas e fórmulas condimentares. Já os extratos de cúrcuma são usados em conservas, bebidas, manteiga, sorvetes, queijos e doces; enquanto a curcumina purificada é o corante utilizado em muitos produtos alimentícios industrializados, na tecelagem e na indústria de aromas e fragrâncias. Além disso, essa versão purificada tem uso medicinal como anti-inflamatório, antiartrítico, cicatrizante, corretivo de disfunção biliar, diurético e antidiarreico.

Entre as propriedades farmacológicas, destacam-se a ação anti-inflamatória e antioxidante. Além disso, este composto ajuda a reduzir o nível de colesterol e pode colaborar na saúde do sono devido ao efeito sedativo. Estudos indicam que a ingestão de curcumina também melhora a complacência arterial carotídea. Além disso, a combinação de curcumina e treinamento físico aeróbico se mostrou mais eficaz no aumento da complacência arterial central do que qualquer tratamento isolado em mulheres na pós-menopausa.

Outras comprovações

O cientista Liaison Daniel Pereira, mestre em Tecnologia Nuclear Aplicações pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), conta que um estudo clínico publicado pela revista Age (Omaha) avaliou 30 voluntários saudáveis durante 60 dias suplementados com curcumina em comprimidos. “A perspectiva era entender os efeitos antioxidantes. Os resultados mostraram que a ingestão diária de curcumina diminui significativamente os danos celulares, melhorando a função, impactando positivamente no tecido, órgão, sistema e, consequentemente, no organismo como um todo”, enfatiza. Desse modo, o estudo mostrou que este suplemento alimentar pode auxiliar o organismo a restabelecer o equilíbrio e manter a homeostase.

Outros estudos avaliam as propriedades biológicas da curcumina nos mecanismos fisiológicos e patológicos da doença inflamatória intestinal, psoríase, aterosclerose, covid-19 e outras doenças. Os autores do artigo ‘Potential of curcumin in skin disorders’, por exemplo, afirmam que uma quantidade crescente de evidências sugere que a curcumina pode representar um agente eficaz no tratamento de diversas doenças da pele. Alguns autores sugerem, ainda, que a curcumina é um candidato promissor para prevenir e controlar a enxaqueca devido aos seus efeitos anti-inflamatórios, antioxidantes, anti-agregados proteicos e analgésicos.

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