Um levantamento da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) mostrou que, a cada 10 minutos, pelo menos um caso de autoagressão envolvendo crianças e adolescentes entre 10 e 19 anos de idade é registrado no Brasil. Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), de 2023 e 2024, também mostram uma média diária de 137 atendimentos no País. O problema pode ser desencadeado por algum transtorno psiquiátrico, embora esteja mais relacionado à dificuldade de adolescentes e crianças lidarem com estados emocionais, frustrações e angústias. A médica pediatra Renata Waksman, presidente do Departamento Científico de Combate às Violências da SBP e do Núcleo de Estudos da Violência contra a Criança e o Adolescente da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), detalha o que pode desencadear essa atitude e como esse comportamento perigoso deve ser prevenido e tratado, inclusive, para evitar que evolua para ideação suicida.
O levantamento da SBP foi elaborado a partir de dados oficiais. Esses dados espelham a realidade ou ainda há muita subnotificação?
Com certeza, os dados não espelham a realidade. E isso é uma questão mundial, porque as autolesões, a ideação suicida e o suicídio entre crianças e adolescentes são muito subnotificados. E isso ocorre por vários fatores, desde a falha no detectar o que aconteceu até o tipo de atendimento e o local onde vai ser realizado esse atendimento. Muitas vezes, o evento é identificado ou interpretado no pronto-socorro como acidental e não intencional. E isso envolve afogamento, queda de grandes alturas, envenenamento, intoxicações, enfim. Além disso, há todo um estigma e preconceitos que rodeiam essa situação. Muitas famílias, na verdade, também querem esconder o incidente. Portanto, existe muita falha e muita subnotificação, e isso precisa mudar e melhorar, porque precisamos ter dados epidemiológicos sobre esses eventos, principalmente para elaborar e ter programas efetivos de prevenção.
O Brasil também registrou 3,8 mil hospitalizações por violência autoprovocada de jovens entre 15 e 19 anos, no mesmo período do levantamento. O que está acontecendo com a saúde mental de crianças e adolescentes?
Essas questões, na verdade, têm tudo a ver com o ambiente familiar. Questões familiares interferem muito, por exemplo, sofrer violência em casa, não ter um ambiente acolhedor e carinhoso, não ter ponto de apoio e vivenciar conflitos familiares. E o ambiente escolar, muitas vezes, acaba sendo muito agressivo também. Todas as pressões sociais e acadêmicas que as crianças e os adolescentes sofrem o tempo todo e, em alguns casos, até pressões pessoais por desempenho, agravam o risco. As redes sociais e a exposição digital também interferem nesse risco. Além disso, pode haver eventos que geraram estresse pós-traumático e questões de saúde emocional não detectadas que levam à autolesão. E sabemos que essa situação da saúde mental entre crianças e adolescentes vem crescendo todo o tempo.
Os desafios em redes sociais podem ser o primeiro contato com essa ideia da autolesão?
Sim, com certeza. Os desafios e os jogos perigosos podem, em alguns casos, funcionar como o primeiro ponto de contato ou de exposição de crianças ou adolescentes a comportamentos de autolesão ou ideação suicida. O desafio da Baleia Azul é um dos mais antigos, mas o tempo todo aparece um desafio ou um jogo novo extremamente agressivo. Alguns desafios perigosos são estruturados como jogos com tarefas diárias, que mascaram a gravidade da situação, transformando a autolesão em etapas a serem cumpridas para ‘vencer’. Temos de levar em consideração que a criança ou o adolescente exposto o tempo todo a esse tipo de informação acaba encarando como natural, como se a vida fosse assim tanto nas telas como fora delas. Outros fatores que não podem ser esquecidos é a necessidade do pertencer, do ser aceito em um grupo que pratica a autolesão para ganhar validação on-line. Então, para serem aceitos nesse tipo de grupo vão praticar a autolesão. Mas não é só culpa da rede social. Em geral, esse indivíduo já tem uma situação de vulnerabilidade que contribui muito para isso acontecer. E devemos lembrar que o cérebro de crianças e adolescentes ainda está em desenvolvimento e a região do córtex pré-frontal ainda está muito imatura. E essa região é a responsável por controlar os impulsos e por avaliar as consequências que podem existir no longo prazo.
A adolescência, em geral, tem seus desafios. Mas, por que tem crianças de 10 anos praticando autolesão?
Na verdade, muitas vezes já existem problemas na saúde emocional pré-existentes. E isso envolve o ambiente onde essa criança vive, quantas horas dorme, se tem uma rotina de horários de refeição, se o uso de telas é facilitado. Em muitas famílias, quando as crianças se encontram com os pais cada um está no seu celular, mesmo durante o horário de uma refeição… Esses problemas de não conviver, de não encontrar um ‘porto seguro’ em casa, só vão acabar fomentando riscos. E, independentemente disso, o sedentarismo e o trocar uma atividade física ao ar livre – que é importantíssima para a criança – por estar no quarto fechada ou nas telas e em plataformas agravam os riscos.
“Cortes, escoriações, queimaduras em braços, mãos, punhos, abdômen, na região das coxas e das pernas – áreas que podem ser facilmente escondidas… Essas são as regiões nas quais a criança ou o adolescente consegue usar um instrumento cortante para tentar acalmar um pouco essa dor emocional.
Diante desse contexto, qual é a responsabilidade dos adultos, em especial de pais e professores?
A responsabilidade da família é muito grande, sendo que deveria ser a principal base de segurança e o ‘amortecedor’ do estresse para a criança. Os pais precisam estar muito atentos ao que está acontecendo com essa criança ou com esse adolescente, em termos emocionais. Além disso, os pais precisam conversar, interagir, participar da vida dos filhos, e não simplesmente achar que a educação vai ser dada na escola – porque educação começa em casa! E isso envolve estarem juntos, pelo menos, em uma refeição no dia, sem usar tela. Estabelecer rotinas também é importante, porque acabam sendo ‘portos seguros’ dentro de uma casa. Rotina de sono, de alimentação, de atividade física. E quando os pais perceberem algum sinal de alerta, simplesmente não achar que não é nada, que faz parte do crescimento e do desenvolvimento normal. E os educadores, dentro da escola, também devem estar atentos a sinais físicos e comportamentais, porque a criança ou o adolescente pode estar sofrendo bullying ou cyberbullying e, se tiver alguém em quem confiar dentro da escola, vai procurar essa pessoa para conversar. Portanto, a percepção, o perceber, o suspeitar, o ‘estar de olho’ é fundamental. Daí o papel muito relevante tanto das famílias quanto das escolas.
Quais são os sinais de alerta de autolesão que devem deixar pais, professores e todo o entorno mais atentos?
Bom, os sinais físicos são fundamentais. Cortes, escoriações, queimaduras em braços, mãos, punhos, abdômen, na região das coxas e das pernas – áreas que podem ser facilmente escondidas e devem ser investigadas. Essas são regiões nas quais a criança ou o adolescente consegue usar um instrumento cortante para tentar acalmar um pouco essa dor emocional. Outra atitude que chama muito a atenção é a vestimenta porque, muitas vezes, mesmo estando muito calor, eles estão de manga comprida, de calça comprida ou usando pulseiras, colares e faixas no pescoço para disfarçar essas lesões. Também não se deve ter objetos cortantes em casa à disposição porque, muitas vezes, é em casa que vão utilizar para se ferir. Ferimentos frequentes e mal explicados, com desculpas como “caí na aula”, “esbarrei em uma cerca”, “o gato me arranhou”, também podem acontecer. Outra questão é deixar o filho fechado no quarto por muito tempo. Ao se cortar, dói e eles choram, resmungam, gemem, mas, sozinhos e fechados, ninguém é capaz de escutar o que está acontecendo. E também é importante estar muito atento aos sinais emocionais, como o isolamento social prolongado, a autoestima muito baixa, desesperança intensa, sofrimento psíquico intenso que se reflete em alterações de comportamento, instabilidade emocional severa, comportamento autodestrutivo, agressividade, sonolência excessiva. Eles também podem ter queda no rendimento escolar e se recusar a fazer as aulas de Educação Física na escola, porque não querem trocar de roupa na frente dos colegas e não querem usar uniformes que possam mostrar esses cortes e essas lesões.
Tem mais algum sinal que mostre sofrimento mental nesta faixa etária?
Sim, por exemplo, quando fazem desenhos e redações com temas extremamente sombrios. Outro alerta é quando passam a só falar de morte e de escuridão em postagens nas redes sociais, quando enviam mensagens se despedindo, falando que não tem mais graça viver, e até anunciando o que pode estar para acontecer. Esses também são sinais muito importantes. E, às vezes, nessas postagens nem precisa ter necessariamente uma despedida, mas é o discurso que chama a atenção. Daí o papel também importantíssimo dos colegas e dos amigos que, ao lerem e verem mensagens assim ou presenciarem comportamentos diferentes, devem alertar a escola e a família desses amigos, e não simplesmente ficar quietos e acharem que não têm nada a ver com isso.
Os pais deveriam ‘invadir mais as cavernas’ dos seus filhos adolescentes?
Sim. Primeiro, os pais devem chamar o adolescente para vir comer com a família e, se a resposta for não quero, devem levar os pratos lá para dentro do quarto dele. Convidar para ver um filme na televisão, sugerir um livro muito interessante ou simplesmente conversar e interagir também é importante. E, ao perceberem ou suspeitarem que o filho está realmente passando por problemas, os pais não devem simplesmente perguntar o que está acontecendo, mas afirmar que perceberam que o filho está passando por alguma questão e querem participar e ajudar a solucionar o problema. Muitas vezes, não precisam fazer mais nada, porque isso já é o suficiente para o adolescente se abrir e contar o que está acontecendo. Nunca se deve deixar um filho dentro da ‘caverna’, fechado, e fingir que não está acontecendo nada, porque podem estar acontecendo coisas muito graves e muito sérias lá dentro.
Esse comportamento de autolesão atinge meninos e meninas?
A autolesão, no geral, atinge mais as meninas. Elas expressam a dor emocional através de se cortar para tentar acalmar um pouco esse sofrimento psíquico gigantesco. Já os meninos, no geral, costumam expressar com atitudes de maior agressividade como, por exemplo, esmurrar uma parede, esmurrar a si mesmo, se machucar. E não podemos esquecer dos não binários e transgêneros que, devido ao estigma e à rejeição social, sofrem muito mais e estas situações de autolesão e suicídio são as mais altas registradas.
Quando o adolescente e a criança não superam suas angústias, a autolesão pode levar à ideação suicida e ao suicídio?
Pode e leva! A autolesão busca o alívio de uma dor emocional que é sufocante, enquanto a ideação suicida busca o fim da própria vida. E um dos maiores mitos do suicídio é que a criança e o adolescente que começaram com a autolesão não farão mais nada. Na verdade, chega um momento em que o se machucar perde a eficácia como alívio e não é mais suficiente. Por estarem habituados à dor física ocorre uma quebra da barreira biológica, do instinto de autopreservação e medo da morte, e começam a procurar – e infelizmente encontram – informações sobre outras formas de autolesão cada vez mais graves. Isso existe principalmente em plataformas, mas também nas próprias redes sociais, em jogos e videogames. E essas outras formas de autolesão vão acabar escalando para essa ideação suicida até chegar no suicídio como a única alternativa para fazer cessar essa dor.
Depressão e ansiedade não deveriam fazer parte da infância e da adolescência. Como os pais podem saber que está na hora de levar o filho para um psicoterapeuta?
Verdade! O que queremos para nossas crianças e nossos adolescentes é que sejam felizes, que sejam resolvidos, que tenham respeito por todos e se respeitem. Mas temos de lidar adequadamente com essa situação. Assim, se os pais começarem a perceber que o filho não está dormindo direito, que fica extremamente ansioso, angustiado e nervoso quando mandam desligar o celular e o videogame ou parar qualquer atividade que está fazendo, quando não quer vir para a mesa para participar da refeição sem nenhuma tela e conversar com os pais, se fica fechado em seu quarto por horas e tem atitudes agressivas e choro fácil quando frustrado, pode ser hora de procurar ajuda de psicoterapia ou mesmo de psiquiatria, dependendo da gravidade. Os pais precisam trabalhar essa situação com um especialista para resolver e dar suporte já que, infelizmente, muitas vezes o suporte para enfrentar a vida e as frustrações não foi dado em casa. E é fundamental incluir a família nessa terapia porque, algumas vezes, os pais precisam aprender a lidar com esse filho, entender melhor o seu comportamento e tudo que está acontecendo na vida dele. Porque o filho está em um quadro de sofrimento emocional brutal, muitas vezes até físico, e os pais nem sempre são capazes de perceber. E o que é pior: não conseguiram ‘blindar’ a criança ou o adolescente para que aprenda a encarar as frustrações, as angústias e saber trabalhar com elas. Daí a necessidade importantíssima de ter o atendimento de psicoterapia e, muitas vezes, de psiquiatria também.
O fato de os pais atualmente darem mais liberdade para os filhos acabou agravando essa situação de alguma forma?
Sim e não. Mas acho que os fatores principais relacionados aos pais é o saber dar liberdade, mas também ‘estar de olho’ no comportamento do seu filho: aonde vai, com quem está, em qual horário dorme e quantas horas por noite – porque sabemos que as horas de sono são importantes, principalmente quando questões emocionais estão presentes. Claro que os pais podem dar liberdade, mas têm de estar muito atentos a tudo que se refere à vida e à rotina dos seus filhos, porque com isso vão conseguir perceber que está acontecendo alguma coisa errada e, ao mesmo tempo, vão atuar, conversar com pares e interromper esse ciclo mórbido e assustador.
A autolesão e os sintomas emocionais nesta fase da vida atingem todas as classes sociais?
Sim. Outro mito do suicídio é que só ocorre com os ricos. Isso não é verdade! Autolesão e suicídio ocorrem em todas as classes sociais, em todos os níveis de escolaridade e regiões de moradia. A violência contra a criança e o adolescente, ou a autoagressão, não poupa nada, nem ninguém. É a situação mais democrática que existe. Aquele modelo de resolver os conflitos só pela força, só na base da ameaça que, infelizmente, vai se perpetuando em várias gerações, tem de acabar. Porque o ambiente, principalmente o ambiente doméstico, deve ser acolhedor, carinhoso e propiciar tudo aquilo que a criança precisa para que entre na vida adulta de forma saudável. O acolher, o dar carinho, o estar junto tem de acontecer em todos os níveis, porque é fundamental para um desenvolvimento adequado.
Em geral, famílias que praticam a religiosidade ficam mais protegidas desses males?
Claro que todas as famílias estão expostas, mas sabemos que a fé, a religiosidade e a espiritualidade são realmente fatores muito importantes de afeto, de estar ao lado e, inclusive, de aprendizado.
Qual é o papel dos pediatras, hebiatras e clínicos das unidades de saúde públicas e privadas no sentido de identificar sofrimento mental de crianças e adolescentes?
É fundamental, em qualquer que seja o local em que estejam atendendo. É preciso identificar e suspeitar de alguns sinais físicos e comportamentais, ver quem está trazendo essa criança ou esse adolescente e avaliar até mesmo o comportamento dessas pessoas que os acompanham. O adolescente tem de ser atendido sozinho, então, em algum momento dessa consulta o médico deve perguntar como está sua vida, como estão os amigos da escola, o que tem feito e se está feliz, porque é nesse momento que vai conseguir suspeitar e detectar algumas situações muito importantes. Portanto, não são só os sinais físicos, mas os sinais comportamentais e os sinais de alerta emocionais que vão orientar um atendimento de psicoterapia. Se não houver esse atendimento naquele local, o médico deve referir para outro lugar que tenha. Mas nunca simplesmente achar que não está acontecendo nada, que é algo passageiro, e deixar por isso mesmo. Muitas vezes, a ‘tábua de salvação’ vai ser um pediatra em um pronto-socorro, ou um hebiatra que está atendendo em nível ambulatorial, e até um psicólogo da escola. O fundamental é todos estarem atentos para detectar em tempo, no sentido de poder trabalhar melhor essa situação.
Portanto, não são só os sinais físicos, mas os sinais comportamentais e os sinais de alerta emocionais que vão orientar um atendimento de psicoterapia. Se não houver esse atendimento naquele local, o médico deve referir para outro lugar que tenha…
O preconceito dos pais em relação ao tratamento psicoterápico ou psiquiátrico pode atrasar o atendimento?
Com certeza. “Meu filho não é louco”, “Isso é uma fase e vai passar”, “Deixa que ele vai resolver sozinho” são frases comuns. Fora que existem preconceitos entre as famílias, entre os pares, vizinhos e conhecidos, que podem pensar e falar de forma totalmente errada: “Como assim o seu filho foi para a psicoterapia?”, “Por que está indo no psiquiatra?”… E está tudo errado, não pode ser assim. Sinais de depressão e de ansiedade, essa angústia, esse sofrimento psíquico têm de ser trabalhados de forma adequada, porque senão vão escalar.
Qual é o trabalho do Núcleo de Estudos da Violência contra a Criança e o Adolescente da Sociedade de Pediatria de São Paulo?
O Núcleo foi criado em 2002, ou seja, 24 anos atrás. Realizamos anualmente o Fórum Paulista de Prevenção de Acidentes e Combate à Violência na Infância e Adolescência, que já está na 20ª edição. O evento é gratuito e todo mundo pode assistir, inclusive on-line. Neste ano, o mote principal do nosso fórum vai ser violência e crimes digitais. Teremos conferências, miniconferências e mesas sobre esses assuntos relacionados à infância e adolescência. Também vamos trazer assuntos recentes como o Estatuto da Criança e do Adolescente Digital (ECA digital), que saiu em março. Qualquer pessoa que se interesse pelo bem-estar, a prevenção de acidentes e o combate à violência de crianças e adolescentes, independentemente de profissão, pode e deve assistir o nosso fórum. O evento será dia 29 de agosto e estão todos convidados. Além disso, desenvolvemos várias campanhas ao longo do ano. O Maio Amarelo, por exemplo, aborda a depressão entre crianças e adolescentes.
Em sua opinião, o que define uma infância e uma adolescência saudáveis?
Primeiro de tudo, é o crescimento e o desenvolvimento ocorrerem de uma forma adequada, tendo uma base muito boa de toda a família – que vai além do pai e da mãe. Conviver com outras crianças desde cedo, aprender os principais valores, principalmente dentro de casa e na vida escolar, saber respeitar o outro e ter uma convivência adequada. E ser ensinada, desde cedo, que tem de expressar o que está sentindo – o que chamamos de alfabetização emocional –, porque é realmente muito importante que as crianças e os adolescentes saibam expressar o que estão sentindo. Isso é fundamental. •

