A América Latina enfrenta uma alta carga de demência, com aumento da prevalência de fatores associados ao declínio cognitivo. Apesar de as intervenções de estilo de vida poderem atrasar o declínio cognitivo, as populações da região permanecem sub-representadas em testes de prevenção de demência. Pela primeira vez, cientistas brasileiros adaptaram e testaram um programa de prevenção voltado para a realidade da América Latina. O ensaio clínico internacional com participação da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) comprova que a adoção de um programa estruturado de hábitos saudáveis melhora de forma significativa o desempenho cerebral de idosos latino-americanos que apresentam risco de desenvolver declínio cognitivo. Hoje vamos conversar com a professora doutora Sonia Maria Dozzi Brucki, professora associada do Departamento de Neurologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e uma das pesquisadoras envolvidas com o estudo.

