De acordo com o levantamento Vigitel, o consumo do tabaco entre as mulheres brasileiras avançou 36% de 2023 para 2024 e, atualmente, 9,8% da população feminina é considerada fumante. Dessas, muitas mulheres podem estar planejando engravidar ou já vivenciando a gestação. No entanto, o tabagismo durante a gravidez tem implicações que vão além dos prejuízos à saúde materna. Durante esse período, a exposição ao tabaco está associada a um maior risco de complicações para o feto e o recém-nascido, com efeitos que podem comprometer o desenvolvimento e repercutir na saúde na infância. O médico obstetra Vander Guimarães Silva, do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira da Fundação Oswaldo Cruz (IFF/Fiocruz) e professor titular de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Petrópolis (UNIFASE), detalha por que não existe nível seguro de exposição ao tabaco na gestação.


